14 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL


Estamos tão atarefados em comprar, vender, ter, fazer que não temos tempo para nos deleitarmos com o espectáculo da vida, nem extasiar-nos com os segredos que a cercam.
Poucos paramos para pensar que a vida que pulsa em nós é uma fonte insondável de enigmas e mistérios.

Natal :
Prendas?! Luzes?! Jantares?! Iluminações?! Cores, roupas, brinquedos, guloseimas, Circo, Pai Natal e outra vez prendas, corre-corre.
Filas no trânsito , nos centros comerciais , enfim onde exista algo para comprar.
E tudo isto está certo, todos queremos celebrar. Todos carecemos encher as casas de risos e as famílias e amigos de alegria. Todos precisamos de um vislumbre de paz , abundância , solidariedade e amor.

Mas confiem , contentarmo-nos com isso é muito pouco. Correr por um simples vislumbre de um dia que mais não é que mero substituto de felicidade de má qualidade, è de facto Muito Pouco.

Natal! Natal! Natal?
Mas afinal o que é que celebro no Natal?!
Desde criança acompanha-me a crença de que a festa de Natal a visa celebrar o nascimento de um homem.
Um homem que dividiu a história em duas épocas, Antes e Depois de CRISTO.
Um homem a quem era atribuída a dignidade de filho de Deus. O filho de Deus feito homem.
A sua imagem permanece desde que me recordo, gravada na minha memória, mas só há pouco tempo comecei a discorrer sobre a sua verdadeira personalidade e o real alcance dos seus ensinamentos.


- Mas afinal quem foi este homem tão famoso que não escreveu nenhum livro, não fundou qualquer filosofia de vida nem qualquer instituição? Tão-pouco foi promovido a herói político-religioso! Um homem que foi condenado e a quem foi aplicada a pena mais humilhante do seu tempo. A pena da CRUCIFICAÇÂO.
Que homem é este? Terá existido? E o que pretendeu? Qual o significado da sua vida?
Estas foram algumas das questões que mexeram comigo ao ponto de lhes buscar respostas e sentido.


Da análise das suas biografias e do recente estudo feito à sua personalidade resulta demonstrado que Cristo existiu na pessoa de um ser humano chamado Jesus que se destacou por se revelar uma pessoa incomum pois mudou completamente a vida dos seus biógrafos e de todos os que dele se aproximaram. A sua personalidade inusitada, distinta , ímpar e imprevisível , inconstrutível pela imaginação humana e totalmente fora do padrão da inteligência e criatividade humanas é a maior prova da sua existência.
Aquela personalidade é inimaginável .Apenas pode ser descrita pela mente humana.


Além do mais os testemunhos deixados sobre a sua conduta e o modo como se se relacionava são reveladores de uma inteligência supra-humana. Conforme refere o estudioso Augusto Cury ”A sua inteligência flutuava entre os extremos. Em alguns momentos expressava uma grande eloquência , coerência intelectual e segurança e, em outros dava um salto qualitativo e expressava o ápice da singeleza, resignação e humildade.”


Este homem capaz de instigar a mudança e a inteligência de todos os que dele se abeiravam era profundamente apaixonado pela espécie humana e tão apaixonado que acabou por cometer um acto impensável ,deixar-se morrer pregado numa cruz!
- Que sentimentos e emoções podem levar um ser a cometer um acto tão ilógico? Um ser de uma inteligência suprema e de um magnetismo insufismável deixar-se envolver e arrastar por circunstâncias facilmente torneáveis por meras declarações verbais e aprisionar, condenar e matar por um punhado de homens?!

E o Senhor Deus seu pai como pôde deixá-lo morrer daquela forma?

Aquele homem tinha um projecto;
Plantar a semente da eternidade dentro do coração humano. Queria que a vida ilimitada que possuímos mas que está escondida pela casca da nossa humanidade fosse libertada através da sua morte e ressurreição. Jesus foi um mestre na pedagogia da metáfora, do exemplo e da dádiva. Por isso usou a sua própria morte para curar as misérias da humanidade e eleva-la à vida eterna.


Acabei por compreender que Só uma profunda paixão alicerçada numa emoção chamada amor podem levar a que se cometam actos ilógicos para resgatar quem se ama.

Isto para dizer que no fundo do meu coração ficou muito claro que o Filho de Deus tornado homem, além de ter existido pretendeu passar uma mensagem de amor.

Ele quis ensinar os homens a principal arte da inteligência e a mais difícil de aprender: A Arte de amar. Para aprendê-la é preciso cultivar a vontade de mudar com paciência e persistência, a contemplação do belo, a tolerância, a flexibilidade, a aceitação, a capacidade de perdoar, o amor por si mesmo, o amor pelos outros e pelo planeta.

Sem pretender alongar-me posso testemunhar o que encontrei o significado da vida de Jesus expresso no modo como viveu os territórios da emoção. Todos os seus actos ,ensinamentos e metáforas visaram Ensinar a liguagem da emoção.

Ele sabia que superar o medo, vencer a ansiedade e trabalhar as dores da existência são as lições da vida mais difíceis mas também as libertadoras.

O projecto de Jesus era ambicioso – Criar homens Fortes e livres . Cientes da sua verdadeira essência.






Citando Augusto Cury:
“ .Era um mestre na arte de ouvir, compreender os sentimentos, estimular a inteligência e valorizar as pessoas que o rodeavam. Sabia trabalhar em equipe como ninguém, pois sabia descer ao nível das pessoas. Se Ele era Deus, foi de facto um Deus brilhante, digno de ser amado, pois teve a coragem de sair do seu trono.
Jesus foi tão encantador que nem ao menos teve ciúme da sua posição. Teve coragem e o desprendimento de dizer aos seus discípulos que eles fariam maiores coisas de que ele próprio fez.”


Estas são alguns dos motivos que me fazem desejar Celebrar o Natal.
Apesar de já terem decorridos mais de 2000 anos ,Jesus é a Grande Referência e a que mais contribuiu para a minha aprendizagem da linguagem da emoção. Ao aplicar os seus ensinamentos reaprendi a não ter medo das minhas fragilidades e de falar dos meus sentimentos. A não ter medo de amar, nem de chorar. A não ter medo do mundo nem do que sou.

Estes são bons motivos para celebrar e compartilhar.
Obrigado Irmão.
Feliz Natal.
Com amor.
Rosa.

4 de dezembro de 2007

SONHAR É PRECISO

SONHAR É PRECISO.
SONHAR È PRECISO.
SONHAR È PRECISO.


Todos somos Deuses quando sonhamos e mendigos quando pensamos.





Um dia sonhei que não é preciso mudar nada nem ninguém , apenas capacidade para aceitar e coragem para Ser o que se È.

Um dia sonhei não precisar defender-me de nada nem de ninguém , somos todos filhos do mesmo Pai e expressão do mesmo Amor.

Um dia Sonhei a desnecessidade de direitos de autor porque o conhecimento e a sabedoria provém de uma Unica Fonte que nos torna co-autores.

Um dia sonhei a posse e a propriedade ausentes de significado porque no mundo há que chegue para todos e em abundância infinitamente infinita .

Um dia sonhei que o medo e as inseguranças não passam de Fantasmas de uma noite escura . Basta acordar e escolher olhar para a luz.

Um dia sonhei uma humanidade harmoniosa , unificada pela de paz e pelo amor - sabedoria onde amar - confiar - perdoar é a LEI.
Um dia sonhei, sonhei tanto que aos meus olhos foi permitido viver o que só a força dos sonhos pode criar:
  • Autoreverência,
  • Transformação alquimica do auto- amor em profundo Amor pela Humanidade e pela Terra,
  • Harmonia,
  • A vida como uma obra de arte ,
  • A linguagem como poesia.


Aquilo que imaginamos , sonhamos, sentimos alimenta os nossos pensamentos e gera aquilo a que chamamos realidade.
Usemos os sonhos para clarificar as nossas intençoês e purificar os nossos desejos.
A todos os sonhadores.

Rosa Maciel :~)

29 de novembro de 2007

ATREVE-TE .

video

Confia e atreve-te a atravessar os fantasmas dos teus medos. RM~)

5 de novembro de 2007

PAI NOSSO ARAMAICO

PAI NOSSO ARAMAICO

"É desta oração que derivou a versão actual do "Pai-Nosso", a prece ecumênica de ISSA (Jesus Cristo).
Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (Século VI ac), e a língua usada pelos povos da região.



















Eis a oração:
Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Acção sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso Eu, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que Assim Seja !!! "

Fonte : Margareth Torres

24 de outubro de 2007

VIAGENS DO CORAÇÃO II

Para quem se cuida esquecido "me aguardem"porque o que o coração vive jamais apaga.



Este mapita tinha-nos dado muito jeito quando seguimos para as Águas de São Pedro. Mais uma vez se impôs chegar de noite e desta vez acolhidas por um placar que bem na frente de um lindo prédio nos convidava a um Bom dia com Alegria.


- Quem será o autor ?! Questionei-me silenciosamente.


Mas o cansaço da viagem e a fome imperavam, como tal, não obstante o sentir-me profundamente tocada por tão belo como peculiar cartão de visita, rapidamente troquei a intenção de obter informações sobre a autoria para me centrar em buscar o caminho que nos conduziria à pousada do Solar la Luna.



Agora sim , o merecido prémio final daquele longo dia de viajante. Os cheiros e sabores a comida Italiana, O colorido das reminiscências de culturas ancestrais matizados por retoques bandeirantes e pinceladas coloniais , tudo no enquadramento de um antigo armazém de café elegantemente adaptado á funcionalidade contemporânea ( = sala de jantar+cozinha)

Quanta troca cultural numa noite Só!





O dia seguinte:

O banho nas águas sulfurosas de São Pedro, os segredos curativos das argilas.

A magia da Apicultura , o Propólis verde ...... O artesanato... e finalmente O MINO.






O Guia que nos conduziria à cocheira do SALTÃO:




No Principio é a sensação de planalto ondulado, para depois;




E que Saltão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
È claro que tirei as fotos só ao subir!!!!!!!!!!!!!!
Ao descer apesar de consciente de que todos os Santos ajudam , o deslumbramento pela beleza e novidade só me permitiram a total entrega á intensidade do momento . Toda a atenção na descida vertical destinada a evitar uma aterragem devolveu-me a sensação de entrar numa floresta de cima para baixo . Primeiro as copas das árvores e depois o resto.








A descida de temperatura e finalmente CACHOEIRA.




Depois de desfrutar toda a beleza e quietude do local e de sentir toda a magia e força da Terra,
foi tempo de absorver um pouco da energia do sol e da luminosidade da água.

Olhei para as minhas companheiras daquela viagem grata pela bênção das suas companhias.


A Sandra que só conhecera na noite anterior parecia-me compincha de toda uma vida.




E cantarolei " Grácias à lá vida que me a dado tanto...."




Foi então que pela primeira vez vi realmente o Mino.

Tínhamos conversado durante o percurso e a descida mas naquele momento , naquele exacto momento em que nos abraçamos para a fotografia uma efectiva comunicação abriu-se .


Quem è o Mino?!

O Mino é uma força viva e actuante da natureza :

Um contador de histórias , um criador de poesia.

Riso de criança, conhecedor dos segredos da terra e do cosmos é alegre , Irónico,solicito , acolhedor e gentil .

Um espírito simples e humilde mas incapaz de trair a sua autenticidade conferem-lhe a altivez própria da majestade de uma personalidade carismática.







Mais á frente , já na sua cadeira de baloiço a tiririka( licor de relva) e o chã de gengibre no expledoroso cair daquela tarde foram responsáveis pela absoluta e incondicional rendição da minha criança natural .
È claro que á noite só poderíamos permitir-nos, rir e saltar de mão dada em volta da fogueira e por entre os móveis da sala e da cozinha enquanto aguardavamos um delicioso manjar digno de Deuses.


A pousada estava cheia de amigos e convidados, havia que alegrar e colorir a convivência.





Mais lá para a frente o recitar poesia expontãnea carregada com mensagens cheias de significado
Por entre o riso de criança e a declamação engénua brotava uma sabedoria que adivinhava superior á universitária ou académica ( a da escola do Ser).

Enquanto isto mais pelos outros do que por seu intermédio fui coligindo retalhos da sua história de vida recente:






O homem que acolhe a todos com um "BOM DIA COM ALEGRIA" é, como todos os poetas da existência, mal compreendido :






- Os Políticos incomodados com a sua autenticidade despejaram-no arrasando o belo espaço ajardinado onde residia e acolhia os carenciados de todo o tipo de apoio.

-Os aspirantes à iluminação nutridos pelo ciúme próprio da falta de visão impediram-no de continuar a cuidar da parte do caminho do Sol que com tanto amor ajudou a construir e de assistir a chegada dos caminhantes com o seu chã e amor como só ele sabe fazer.

- Os desesperados e desprotegidos que ele acolhia na cegueira das suas necessidades , levam a sua generosidade ao limite e apropriaram-se dos poucos bens de uso e conforto doméstico.

Praticamente pouco mais tem para além da sua cadeira de baloiço.





E a tudo isto ele responde:
"- È PRECISO DAR O MÁXIMO DO MÍNIMO DA EDUCAÇÃO QUE RECEBEMOS."




A sua pedagogia não conhece obstáculos. O se optimismo não conhece barreiras.
O seu amor não discrimina. Acredita no ser humano ilimitadamente.
È este o Ser que me provou que è na simplicidade que reside a sabedoria Maior.

Já me tinham dito isto mas o Mino teve o condão de o comprovar.



Confie em si mesma. Foi a recomendação que deixou na despedida.



Até ao próximo sorriso . Entretanto ;



BOM DIA COM ALEGRIA

RM:~)

Ps. O Mino pode ser contactado no solar la Luna http://www.solarlaluna.com/

15 de outubro de 2007

CELEBRAR O SILÊNCIO !

Porquê celebrar o silêncio?!

A saber:

Na celebração do silêncio ocorrida sábado passado brilharam vislumbres de sinteses a prosseguir na continuidade do actual estado de expanssão da consciência humana:



È tempo de acabar com o divórcio entre o espírito e a matéria.

  • O caminho a percorrer é a viagem da cabeça ao coração.
  • Abriu-se uma comunicação entre a nossa mente pensante e a intuição que se estende em progressivo crescendo a um número de seres , cada vez maior .
  • O conhecimento da nossa realidade interna torna-se inderrogável.
  • E um novo tipo de linguagem revela- se imprescindível.
  • São tempos de auto-revelação os tempos de hoje.
  • Tempos onde a linguagem silente do coração parece conter as chaves de todas as revelações adiadas.
  • vivemos uma época de acelerada evolução que torna impossível o não escolher, o não avançar para dentro de si mesmo e do cosmos.

Quer queiramos ou não o salto da consciência já não volta atráz pois crescer e expandir torna-se inevitável. È esta a ordem do cosmos.


Somos seres espirituais a viver uma experiência na matéria e não o contrário e é chegada a hora do resgate da nossa verdadeira essência e realidade.
E é aqui que entra o silêncio.No uso da linguagem do coração.
Reaprender a linguagem do coração é permitir-nos vivênciar a essêncialidade do silêncio .
Além de nos inspirar calma, equilíbrio, harmonia e paz o silêncio permite o encontro consigo mesmo. Mas para que tal encontro se dê não basta o mero silêncio material ( acústico, visual e mental ou o mero apaziguamento emocional ),necessário se torna vivificar o silêncio espiritual.



"O silêncio è o portal para o mar da sabedoria."(1)


O silêncio espiritual é aquele que emerge da profundidade da nossa essência sem depender de qualquer tipo de silêncio externo e sem se deixar afectar por nenhuma espécie de ruído . Nada o afecta. Nada o perturba . Ele simplesmente È.

"Então, a busca do silêncio não é rigorosamente a busca dos silêncios acústico, visual, mental, emocional. A busca do silêncio é algo muito mais profundo que consiste em encontrar o que somos."(2)

Enquanto seres espirituais somos silêncio puro ou puro silêncio .Assim sendo a busca do silêncio mais não é do que o retirar daquilo que não somos. O remover os ruídos que nos impedem de ouvir a nossa essencia.

Afinal não será por acaso que desde os tempos imemoriais se vem persistindo nesta afirmação :

" - Se palavra é de prata o silêncio é de ouro".

Donde, Celebrar o silêncio reafirma os votos do reencontro com o que somos ou pelo menos de garimpar o nosso ouro.
Com o meu mais profundo silêncio.
Rosa Maciel.


(1) ,(2) André Louro in Na Lei do Silêncio. http://www.iridia-lumina.org/reflexoes-silencio.html

27 de setembro de 2007

VIAGENS DO CORAÇÃO


Como todos os que nada têm vivo de sonhos e foi a minha iniludível capacidade de sonhar que
me ofertou imagens de uma realidade chamada Brasil que pude viver , reter e partilhar.

Esta partilha e outras que se seguirão , será uma espécie de homenagem que sinto vontade de fazer a todos os seres, coisas e formas de energia que enriqueceram e acrescentaram o meu mundo interior.

Já me conhecem o gosto pela poesia da vida e pela beleza que encontro nas entrelinhas . Assim será essa a via a que mais uma vez lançarei mãos para tentar comunicar o indizível.






São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!!!
COTIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A fragrância dos Contrastes.

Neste jardim , muito perto de São Paulo ,mora a força de um sonho que pugna estender-se a toda a humanidade.Obrigado Inês por me teres feito sentir em casa e acarinhada . Tal como a tua voz o teu nome gravaram bem fundo na minha alma.






A beleza do Solo Sagrado de Guarapiranga é reveladora da alquímia do labor humano.

O protótipo do Paraìso.









Daqui São Paulo parece uma miragem depois de uma estafante viagem no meio do infindável trânsito rodoviário.
O paraíso no meio do quase caos.







E AGORA::::::::::::::::::::::::::::::::


A aventura de novas descoberta.
O Pé na estrada .
A imensidão territorial.





E o monologo interior não se encontrava de férias:
-Onde ficará e como será essa fazenda Forquilha que leva horas a lá chegar?!- Já anoiteceu, até o pôr do sol já se cansou!!!
- O quê estradas em terra!?- Nada de casas! Nada de iluminação!- Já é escuro e o carro não pára!?- Não se vê uma única luz! Nem alma viva a não ser a de um Urubu meio descontrolado que roçou uma tangente pelo vidro frontal do carro!-Será que isto é a Amazónia!?-Hui um lago!!! Paramos mesmo a tempo!Quase que mergulhávamos nele.E esta estrada tão estreita ,cada vez mais estreita e sobe mais,cada vez mais?! Será que tem saída ?! Haverá algum sitio para se fazer inversão de marcha?!- Bom o melhor é manter o sentido de humor , dizer algumas piadas , melhor todas as que me lembrar, rir á gargalhada. Confiar no processo da vida e por tabela na belíssima condutora.No meio de exclamações humorísticas risos e gargalhadas estridentes intercaladas por alguma orientação via telemóvel ,uma luz numa casa iluminou a minha esperança de termos chegado ao destino.
-Confirmado é a casa da nossa anfitriã.Enfim Salvas.



Rindo , gargalhando e tacteando senti-me acolhida
por um calor humano ímpar, alegre e festivo.


-A casa e as pessoas são maravilhosas mas lá fora é tudo muito escuro.Onde estaremos?





- Seja como for este ar é maravilhoso . Esta energia è mágica.


Fragãncias de uma familiaridade e similaridade singulares envolveram-me de imediato em misteriosa harmonia e alegria até à hora do sono.














Na manhã seguinte com o vislumbrar a primeira imagem da fazenda Forquilha o meu coração que já se tinha rendido ao éter ,extasiou . Extasiou:


- Isto parece um conto de fadas!Isto é simplesmente mágico!








Bora lá a vida está lá fora á nossa espera e hoje veste-se de encantamento.









A Catedral de bambu. A reverência e gratidão a tudo o que existe.











Aqui mais do que persentir, senti :
- Seja lá aonde for que esta viagem me leve, irei encontrar novas vivências e maravilhosos Deuses á minha espera com divina paciência, alegria e RISOS:







A caminhada.............










As habitações edificadas na fazenda.
A recuperação de um habitat natural.

( o lago da noite anterior.)








A preservação de algumas espécies vegetais e animais.
Aquela coisinha castanha è a minha Capivara preferida .








A minha criança interior deu largas a pequenos voos e grandes balanços.

Concluindo que

por trás da escuridão está a imensidão da beleza que só a luz pode mostrar.





Guardo o brilho de uma Vera que não é prima mas pode muito bem ser irmã. Irmã do
coração. Até sempre.Rosa:~)














18 de setembro de 2007

PAI NOSSO CRIATIVO



O melhor serviço que podemos prestar aos outros e á evolução da humanidade é a impecabilidade do sentir e do pensar em todos os momentos do nosso quotidiano.



Encaremos esta responsabilidade como habilidade de responder e reagir ao novo fluxo da energia e poder divino criativo que está a entrar nas nossas vidas.








Um jorrar de amor criativo para todos os que me " abraçaram" em Floripa extensivo a todos os que me fizeram chegar até lá. Um louvor á vida . Um Cântico ao criador:


PAI NOSSO

Pai Nosso que estás em todas as coisas
Recriado seja o teu nome
Venha a nós a inspiração do teu poder criador
Tanto na terra como nos ceús
Perdoa as nossas consciências limitadas assim como nós perdoamos
Tudo o que as limitou
Estende-nos o teu manto de amor
E não nos deixes cair na tentação de ausência da tua memória
Nem nas trevas da separação

Que a luz revele a verdadeira face do teu Amor


De coração para coração Rosa Maciel.

25 de julho de 2007

Dia fora do tempo




Uma das maiores garantias de aprendizagem é Viver e aprender aquilo que ensinamos.

Acredito que um dos maiores desafios desta existência é aprender a amarmo-nos e a aceitarmo-nos exactamente como somos. Por isso, escolhi, escolho e pretendo continuar a escolher servir uma energia chamada Amor. Este serviço devolve-me a consciência da importância do auto-amor e do auto-valor na redescoberta de si mesmo, no aceitar viver o permanente desafio da transformação pessoal com a inerente integração da mudança e consequente renovação da percepção do mundo.

Amar e aprovar a mim mesma exactamente como Eu Sou tem sido uma aspiração e inspiração que anima um projecto de vida que se tornou irresistível seguir: Trilhar os degraus evolutivos do caminho de regresso ao Criador.

A um olhar desprevenido esta atitude poderá parecer egocêntrica, individualista e narcisista. Mas de facto não o é. A experiência tem-me garantido ser esta iniludível fórmula que permeia e sustenta o crescimento Pessoal, o desenvolvimento das zonas nobres da personalidade e da inteligência espiritual.

Não é meu propósito dirigir-me ao intelecto mas ao coração de cada um, onde a ressonância do que é sentido como adequado é suficiente para gerar convicção e confiança na veracidade da singeleza do testemunho.

Algures no meu percurso tornou-se-me claro e inequívoco que a vida é uma escola imperdível onde escolhi aprender em todos os momentos do meu fôlego. Por isso, respirar e saborear cada momento passou a revelar-se sagrado, e o tempo a oportunidade de um portal para dimensões e frequências aparentemente esquecidas.

Foi então que pouco a pouco a minha percepção do mundo e do tempo começou a sofrer alterações reveladoras de verdades que a história humana foi distorcendo.

Uma dessas distorções prende-se com o modo como é entendido e fraccionado o tempo ao longo de um período chamado Ano.
Como a maioria, fui educada a aceitar como indiscutível a divisão do tempo imposta pelo Calendário Gregoriano composto por 365 dias, divididos em doze meses irregulares de 31, 30, 28 ou 29 dias.

Intuía que o tempo ali se apresenta escalado e dividido em função dos interesses político-económicos na repartição do trabalho mas totalmente alheados dos ciclos da natureza e do relógio biológico do ser humano.
Intuía, fui intuindo até ao limite da capacidade de aceitação da distorção.

Como sempre acontece ou tem vindo a acontecer no despertar da consciência para realidades fora do limite do seu anterior estado, uma vez accionadas novas linhas de pensamentos, crenças e/ou afirmações, a nossa mente encarrega-se de fazer chegar até nós tudo o que necessitamos para manifestar e criar uma nova realidade em função da nossa nova forma de pensar.

É então que uma série de “coincidências com significado” (= sincronicidades) passam a correr na nossa direcção, e uma vez notadas, agarradas e compreendidas revelam factos susceptíveis de alterar o nosso anterior estado de conhecimento e por isso de percepção.

Foi mais ou menos isso que me aconteceu à mais de ano quando tomei contacto com uma data de informações sobre o calendário das 13 Luas, mais conhecido pelo calendário da paz ou calendário Maia onde a contagem do tempo se baseia em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo um total de 364 dias (13x280=364) complementado por mais um, chamado de dia "Fora do Tempo"...

Não é que me tenha tornado uma escrupulosa seguidora daquele calendário, simplesmente a mera consciência da sua existência e o contacto com a informação proporcionada ocasionou uma ressonância que por si e em sintonia com formas de pensamento similares proporcionaram a reorganização da minha energia interior de forma a sintonizar-me cada vez mais e com maior frequência ao tempo natural.

Uma manifestação desta factualidade ocorreu no pretérito dia 31 de Dezembro de 2007 e foi notada e sublinhada pelos amigos e amigas que reconhecendo-me alegre, expansiva e festiva estranharam o facto de não me ter entusiasmado, sequer minimamente, com a passagem do ano.

De facto não manifestei porque não senti qualquer necessidade de balanço, meditação ou celebração. Ao invés de sentir que um ano finalizava e outro começava, sentia patente e notório que a linha do tempo apelava à continuidade de uma acção que se revelava progressiva e na curva ascendente da manifestação. Não senti por isso a mudança de qualquer ciclo, muito menos a energia de uma passagem do ano. Porém como a alegria dos outros sempre me contagia encarei o dia 31/12/2006 como um dia tão bom como outro qualquer para jantar com amigos no final de um intenso quanto extenso dia de trabalho.

Apercebo-me agora de que já então o meu coração decidira que aquele não era o meu tempo de celebração da finalização do ciclo que descreve o movimento do sol em volta da Terra mas muito mais a celebração de um poder que nos instiga a pensar e a sentir que “Tempo é Dinheiro”. Não porque o tempo não possa ser também dinheiro, porque nada tenho contra ao dinheiro, nem contra o poder de o criar. Mas porque tempo é e deve ser acima de tudo Vida. Vida e realização da pessoa humana. E esse tempo não pode ser medido, tão pouco compartimentado, pelos meros interesses e poderes político-económicos que nos amarram e escravizam a ciclos artificiais. Mas por ciclos que de facto nos ligam aos movimentos naturais, do Sol da Terra, da Lua, do Universo e, enfim, do Comos.

Com a aproximação do dia Fora do Tempo a que prefiro chamar Dia do Não Tempo comecei a dar-me conta de que, apesar de imperceptivelmente, a partir do dia 26 de Julho de 2006, procurei sintonizar as vibrações do meu ser com a frequência do tempo natural, e sem grande esforço a minha energia passou a alinhar-se com os ciclos da Lua, das 13 luas.
Apercebo-me de que esse ciclo é o que mais se ajusta ao tempo da minha realização pessoal. E porquê?!

Porque aliado a um trabalho de reprogramação mental e limpeza emocional:

- torna cada vez mais perceptíveis a presença das sincronicidades que me fazem estar cada vez mais e com maior frequência no lugar certo, à hora certa, com as pessoas certas, a fazer as coisas certas à realização do Ser.

- possibilita detectar os automatismos paralisantes e bloqueantes da autenticidade.

- facilita o fluir com a vida e com universo e com as escolhas, tornando-as mais fáceis, leves e ás vezes quase imperceptíveis.

- permite tempo de viver a individualidade e de aprofundar a compaixão –

- mas, e acima de tudo, faz-nos sentir mais ligados à terra, mais livres, mais harmoniosos connosco próprios, com o outro e com a vida .

Olhando para trás, o balanço descreve-me preenchida, realizada, feliz, amada, capaz de largar o passado, grata e acompanhada mesmo quando me vejo só.

Olhando para a frente vejo oportunidade de parar para descansar, reciclar, contemplar, meditar, recarregar energias para logo recomeçar um novo ciclo de trabalho e de novas aprendizagens.

O cheiro do novo já está no ar.

Aquele abraço RM :~)


Pequena nota sobre o que significa o dia fora do tempo.

Segundo o mítico Calendário Maia, a contagem do tempo baseia-se em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo um total de 364 dias, complementado por mais um, chamado de dia "Fora do Tempo"...

Os Maias consideram este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo que foi recebido no período anterior em todos os aspectos, agradecendo inclusive os momentos aparentemente menos bons ou dramáticos, pois terão sido importantes aspectos do nosso processo de aprendizagem e evolução como seres humanos.

Deste modo, o dia fora do tempo caracteriza-se como um dia de paz, de arte e cultura, de cooperação entre povos e surge como uma ponte entre dois ciclos, que será marcada por uma alteração profunda. A consequência é passarmos a estar com muito mais frequência no lugar certo, na hora certa, encontrando a(s) pessoa(s) certa(s) e fazendo a coisa certa...
FREQUÊNCIA 13:20


Para quem quiser saber mais sobre o Calendário da Paz, ou das 13 Luas, mais conhecido por calendário Maia poderá consultar:
http://www.calendáriodapaz.com.br
http://www.pan-portugal.com

20 de junho de 2007

SENTIR O CAMINHO


È hora de Sentir o caminho em lugar de pensar e repensar os roteiros.
È tempo de reaprender a confiar na intuição.
De fazer aquilo que sentimos como mais conveniente para nós mesmos em lugar do que os outros vêem ou cuidam como o mais adequado.
Existe uma enorme diferença entre o ser-se auto-guiado e auto- motivado e o deixar-se à mercê e golpes dos acontecimentos e circunstâncias.
No primeiro caso escolhemos viver com poder no segundo bloqueados pelo medo.
Temos sempre escolha. A escolha é sempre nossa.
São momentos de aceitação e confiança na alquimia divina e transformadora da própria vida que ancoram o pensamento intuitivo.


Reflecte sobre isto. Rm:~)

13 de junho de 2007

MANTRAR AFIRMAÇÕES

Ensina Michal J. Eastcott que "a nossa mente, as nossas emoções e células cerebrais reagem conforme as tivermos "programado", e, daí em diante, trabalham automaticamente ao longo das linhas programadas , com menos imposição de disciplina e de directivas da parte do Eu central.
Isto significa que, se programarmos hábitos que desenvolvem a vida espiritual, poderemos contar com essa tendência natural, poupando-nos a um considerável rodeio de palavras, mediante as tão familiares relutâncias e conflitos .
*O hábito da meditação no começo da manhã poderá , com proveito, ser a primeira das tentativas de programação, e um curto período de experiência logo oferecerá recompensa.
*O hábito de voltar a atenção para o alto, de dirigir o coração para o bem, logo se transforma num ritmo constante que nos orienta todos os dias . "

Atrevo-me a acrescentar que na vida moderna as afirmações dos padrões de crenças que escolhemos viver no Agora são o ancoradouro necessário à estabilização da tranquilidade da mente que não pode deixar de viver as experiências do quotidiano.

Mantrar afirmações positivas além de reprogramar e apaziguar a nossa mente e emoções abre a o coração para a energia do amor, para a vontade de meditar e para o hábito de voltar a atenção para o Alto.

Este é um instrumento que reputo indispensável a todos aqueles que não podem refugiar -se num mosteiro e/ou escolhem usar a dinâmica da sua própria vida ,seja pessoal, familiar, profissional , social e até politica , e os inerentes problemas ,conflitos e obstáculos como forma de superação do Eu e da ascensão da consciência espiritual.

Criar o hábito de mantrar as condições que queremos nas nossas vidas ajuda a elevar a matéria ao espírito e a fazer descer o céu à terra.

Esta é uma aprendizagem que tem resultado na minha experiência pessoal e na de todos os que acompanham o desafio.

Aquele abraço .Rosa Maciel:~)

1 de junho de 2007

JORNADA MUNDIAL DA AMIZADE/ DIA MUNDIAL DA CRIANÇA



Dizem que hoje é o dia da Jornada Mundial da Amizade.
Ainda que para mim esse dia não possa deixar de o ser todos os dias, não poderei perder a oportunidade de unir o meu coração à vibração daqueles que hoje se juntam em amorosa e fraterna celebração.
Até porque ainda ontem senti vontade de reflectir sobre estas coisas, maximé sobre os ainda existentes filtros ou máscaras que dificultam a comunicação e os relacionamentos humanos e por isso o salutar desenvolvimento da amizade. E a esse propósito soube-me bem recordar uma lição que tento aprender desde, pelo menos, os meus 14 anos de idade, quando vibrei pela primeira vez com “ O PRINCIPEZINHO “ de Antoine de Saint- Exupéry na sentida necessidade de interiorizar o significado do CATIVAR..

Para quem ainda não a conhece, reza a história de um pequeno Príncipe solitário que terá deixado o seu planeta para procurar homens, descobrir amigos com a convicção de que havia uma data de coisas para conhecer. A dado momento da sua jornada ter-se –à apercebido da sua aparente insignificância e vulgaridade perante o que começou a descobrir para além do seu pequeno planeta . Sentindo-se só e desolado desatou a chorar deitado na relva. Foi então que apareceu a um ser que nunca avistara antes:

“ – Quem és tu? – perguntou o Principezinho – és bem bonita…
- sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo – pediu-lhe o Principezinho. – Estou tão triste…
- Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou …
- Ah! Então desculpa! – disse o Princepezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- Cativar quer dizer o quê?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa . De que andas tu à procura?
(…)
- Ando à procura de amigos. “ Cativar “quer dizer o quê?
_ É uma coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer criar laços”…
- Criar laços?
- Sim laços - disse a raposa .- Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu sou para ti uma raposa igual a cem mil raposas. Mas se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. - Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti …
(…) (...) Depois de algumas explicações (…)
A raposa calou-se e ficou a olhar para o Principezinho durante muito tempo.
- Se fazes favor… cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
- Eu bem gostava – respondeu o Principezinho, - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer…
- Só conhecemos o que cativamos – disse a raposa. - Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
_ E tenho de fazer o quê? – disse o Principezinho.
- Tens que ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é fonte de mal entendidos. Mas podes sentar-te cada dia um bocadinho mais perto…”

O dialogo continuou mas nós ficamo-nos por aqui porque o essencial da mensagem pode ser sintetizado. O que a raposa pretende dizer é que necessitamos de transformar a nossa relação com os outros num verdadeiro ritual de atenção amor e dedicação e que só se vê bem com o coração pois o essencial é como sempre foi invisível para os olhos.


Quero apenas acrescentar que toda a glória e esplendor divinos que procuramos como mais valias das nossas vidas podem ser colhidos na simples presença ou abraço de um amigo.
Eu estou aqui para vos dizer que todos os dias procuro aproximar-me mais um bocadinho.

Uma boa jornada para todos. Aquele Abraço RM:~)

22 de maio de 2007

A VOZ DA ALMA


"Na natureza, a soberania pertence às forças silenciosas.A lua não faz o menor ruído e não obstante, arrasta milhões de toneladas de água do mar no vaivém obediente ao seu comando.Não ouvimos o sol levantar-se, nem as estrelas ocultarem-se. Assim, a aurora da nova vida surge silenciosamente no homem, sem que nada a anuncie ao mundo.Só na quietude pode o conhecimento do Eu Superior manifestar-se. Somente em profundo silêncio interior podemos ouvir a voz da Alma. Os argumentos ocultam-na e o excesso de palavras ensurdece-a e abafa-a.A vida ensina-nos silenciosamente, enquanto que os homens instruem em voz alta."

(in O Caminho Secreto de Paul Brunton)

14 de maio de 2007

FELIZ DIA MÃE

No dia 6 de Maio o amor voltou a visitar o meu jardim presenteando-me com a beleza dos meus dois lindos rebentos.
Este é apenas um modo de expressar a minha gratidão.
Obrigado Luis e Mariana por me encherem a vida com a vossa poesia.
Mãe isto é também para ti ,as dádivas da tua dádiva.
Obrigado mãe por me teres recebido na tua vida.
Estendo-te O PERFUME RECEBIDO:


Um poema só para Ti!!!

Feliz dia da Mãe.

Mãe, um dia...

"Um dia, o Amor estendeu as mãos para o nada e abriu o espaço...

Um dia, o Amor estendeu as mãos para o homem e abriu-se o encontro...

Um dia, o Amor tornou-se vida de tua vida e eu existi...

Mãe, o céu sem confins revela-me teu amor...

A vastidão do mar fala-me da tua bondade...

As altas montanhas refletem teu heroísmo...

A profundeza dos vales espelha tua humildade...

A beleza das flores traduz teu caminho...

Tudo isso encerras dentro de teu grande coração...

E silenciosa, serena, sorrindo, continuas labutando no quotidiano da vida.

Um dia, o Amor se tornou vida de tua vida e eu existi."

Obrigado, Mãe!

Como gostas tanto de rosas tens aqui uma.





Tu és mais bonita de que qualquer outra rosa.
És a nossa Rosa.

Luis Miguel e Mariana. Tu???Naaaa….

Nota: Especialmente para os meus queridos amigos Brasileiros impõs-se uma viagem do futuro para esclarecer que Mãe Galinha em Portugal significa mãe muito protectora e não essa coisa que as vossas cabecinhas brasileirras estão para aí a pensar....Valeu?!...

20 de abril de 2007

DESPERTAR


No meu coração existe uma certeza ,a luz brilha cada vez mais forte, o amor ocupa o antigo lugar do medo e já não há fogueira que me trave .A chama do propósito é muito mais forte. A alegria do ser erradia silênciosamente e todos as manhãs intensifica o Despertar. O pai disse faça-se e é feita a sua vontade. Um beijo ardente. Rosa.

18 de abril de 2007

RECONHECIMENTO.


Olá!


Nem sei como chamar-te!
Se querido amigo, se querido homem, se querido anjo, se querido amor , se simplesmente querido.
Mas isso não importa, o importante mesmo é esta vibração que me enche de contentamento e prazer só de pensar em ti.
Tens nome, porque te vejo num especial brilho de um particular olhar que de vez em quando me faz sentir o indizível.
Algo que me envolve e afaga num afecto que não é daqui mas que chega a fazer-me sonhar com o que está para além dos sonhos e da própria imaginação.
Algo que me faz chorar de emoção e bastar-me com ela.
Algo que até a bem pouco tempo era incapaz de conceber ou admitir.
Não sei se isto se chama inspiração ou amor incondicional!
Só sei que é de uma beleza indescritível e sei-o, apenas, porque a vivo.

Como é que conhecendo-me como me conheço há tantos anos ainda vivo momentos em que pareço descobrir-me pela primeira vez?
Como é que se pode sentir tantas emoções diferentes?!
Que fonte é esta que nunca se esgota?!
Que inocência é esta que me faz sentir salva.
De onde brota tanta pureza?!




Gostei muito de escrever tudo isto mas muito mais daquilo que sentia enquanto escrevia.
È como se tudo estivesse dentro de mim e a irradiar num crescendo.
Meu Deus estarei a enlouquecer ou simplesmente a reconhecer partes de mim mesma.?!
Seja como for faço questão que se saiba que me inspiras-te toda esta plenitude apesar de ainda não saber o que fazer com ela.
Creio que se soubesse musica escreveria uma óptima melodia para deleitar a sensibilidade da humanidade,como não sei, desenho simples palavras para testemunhar a grandeza da sacralidade do amor.

Faça-se a tua vontade.RM:~)

12 de abril de 2007

SÓ PODEMOS DAR AQUILO QUE TEMOS

Nunca é demais relembrar o amor.
Nunca é demais reforçar a certeza do caminho .
Assim e mais uma vez é proposto que reflitamos sobre o amor .
Não de um amor qualquer mas daquele que vem da fonte e que poderá ser experimentado
na forma de Amor por si mesmo.

Relembro e reforço;
só podemos dar aquilo que temos.





AMAR A SI MESMO



Amar a si mesmo é um requisito fundamental para que o ser humano possa vivenciar a felicidade e a paz interior. Embora tenhamos aprendido que a auto-estima é individualista e egoísta, ela é essencial para que nos possamos expor ao mundo com coragem e confiança.

Aquele que não ama a si próprio, não reconhece em si qualidades ,capacidades e talentos e acha-se inferior aos outros, por isso dificilmente conseguirá amar verdadeiramente o outro, uma vez que o seu amor estará sempre impregnado de medo.

Quando não nos amamos, tememos a rejeição, que o outro descubram que não somos o suficientemente bons para merecer a sua atenção e amor e empenhamo-nos intensamente em satisfazer os seus desejos e caprichos, como garantia do seu afecto. O custo é a infidelidade a nós mesmos.

A infidelidade a si mesmo é a maior porta aberta para a mentira e para o engano. Estes por sua vez são fermento da frustração que alimenta a falta de auto- confiança e da auto-aceitação.

Ser infiel a si mesmo é o prato preferido do ressentimento que alimenta a culpa e todo o tipo doenças psicossomáticas, incluindo o cancro
Além de que nos torna cegos prisioneiros da energia do medo e por isso destituidos de auto-dominio.

È por isso que para todos os problemas existe apenas uma cura - Amar a si mesmo .

Urge adquirir a consciência do auto-amor;

Esta consciência só nasce a partir de uma profunda reflexão e integração das nossas qualidades e defeitos e do entendimento de que somos únicos e irrepetíveis no desvelar do nosso Ser que é uno, perfeito, completo e íntegro.

Independentemente do quanto tenhamos errado ou desviado da Verdade estamos sempre a tempo de recuperar a nossa auto-estima e auto-valor e bem assim de reconhecer que os erros são fundamentais ao nosso processo evolutivo.

Há que aprender aceitar o pacote completo daquilo que somos e das nossas circunstãncias.Há que consciêncializar que não somos fruto das circunstâncias mas daquilo que pensamos e sentimos acerca delas.
Se formos capazes de nos amar a nós mesmos apesar de nossos fracassos, amaremos também as nossas circunstãncias e certamente estaremos a dar-nos a oportunidade de trilhar novos caminhos e descobrir em nós poderes até então desconhecidos e por isso de avançar.

Aquele que ama a si mesmo, respeita a si mesmo e também respeita os outros , porque sabe, assim como eu sou, os outros também são.


Aquele que ama si mesmo, torna-se um observador sem mágoa e sem mágoa poderá reescrever a sua história.

O amor é o alimento da alma.
Quem ama a si mesmo torna possivel e inadiável a alquimia transformadora do auto-amor em profundo amor pela humanidade e pelo planeta .
Com amor RM:~)

3 de abril de 2007

ACTUALIDADE






A MUDANÇA EXTERIOR È MERA CONSEQUÊNCIA DA TRANSFORMAÇÃO INTERIOR




Vai para dois ano que me dei conta que no passado jamais tivera um idolo, nem mortal nem imortal, até que estudei a vida de um homem- Jesus de Nazaré- e apaixonei-me profundamente pela sua personalidade ao ponto de o sentir vivo dentro de mim . Ali estava um exemplo que mais do que a admirar tornara-se imperativo seguir. Desde então vivo a gratificante escalada da escola da existência procurando desenvolver a consciência e as funções mais altruistas da inteligência , o que me torna cada vez mais forte e livre nos meus pensamentos tal como Ele pretende que todo o ser humano o seja. Forte e livre.


Reconheço-o interiormente como o Mestre dos Mestres assim como Auguto Cury o designa na sua sua obra " Análise da Inteligência de Cristo".

Pretendo nesta Semana de Pascoa agradecer as Dádivas de todo o bem e sabedoria transbordantes destes dois seres maravilhosos, partilhando algumas transcrições de uma obra que espelha o reflexo de uma influência que eu não já não posso deixar de me socorrer:



" Nada cala tão fundo na alma humana como a necessidade de liberdade. sem liberdade , o ser humano destroí-se , deprime-se , torna-se infeliz e errante . Jesus venceu o sonho da liberdade nos seus amplos aspectos. as suas palavras são actualíssimas .Vivemos em sociedade democráticas , falamos tanto de liberdade , mas frequentemente não somos livres dentro de nós mesmos. (...)



Jesus discorria sobre uma verdade poética.Ele não pressionava ninguém a segui-lo .Nunca tirava proveito das situações para controlar as pessoas (...). Ele foi mestre numa escola em que muitos intelectuais, cientistas, psiquiatras e psicologos são pequenos aprendizes. (...)


Quem é que usa continuamente as angústias existênciais , as ansiedades , os stresses sociais , os desafios profissionais, para enriquecer a arte de pensar e amadurecer a personalidade? (...)



Cristo, devido á elegãncia como manifestava os seus pensamentos , provavelmente usava cada angústia, cada perda , cada contrariedade como uma oportunidade para enriquecer a sua compreenção da natureza humana. Era tão sofisticado na construção dos pensamentos que fazia até mesmo das suas misérias uma poesia. Dizia poéticamente que" as raposas têm covis, as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem (Ele) não tem onde reclinar a cabeça" Como pode alguém falar elegantemente da sua miséria? Cristo era um poeta da existência.As suas biografias revelam que Ele reconhecia e reciclava as suas dores continuamente. Assim, em vez de elas o destruírem ,Ele usava-as como alicerce da sua inteligência.


O carpinteiro de Nazaré viveu no anonimato a maior parte da sua existência, porém quando se manifestou, revolucionou o pensamento e viver humanos. O seu projecto era insidioso.Ele dizia que o interior, ou seja , o mundo dos pensamentos e emoções , devia ser transformado, caso contrário a mudança exterior não teria estabilidade , não passaria de mera maquilhagem social.


Para cristo , a mudança exterior , dos amplos aspctos sociais , era uma mera consequência da transformação interior " .


( cfr. o Mestre Inesquecivel e o Mestre dos Mestres de Augusto cury.)





Obrigado Jesus, Obrigado Augusto Cury.

2 de abril de 2007

SEMANA SANTA




È tempo de olhar para a verdadeira face de cristo e estender a verdade que Jesus nos ensinou.
É tempo de resgatar a nossa visão da santidade e viver a semana da Páscoa livres da percepção herdada de uma cultura escravizada e encarcerada na escuridão do sofrimento.
È tempo de não atribuir qualquer significado a todas as imagens de morte e de medo que adornam os nossos templos e embandeiram as nossas ruas .
È tempo de celebrar com alegria mas acima de tudo, de fazer justiça ao filho do homem e de despertar para as suas palavras:
SEMANA SANTA
" Esse é o domingo de Ramos, a celebração da victória e a aceitação da verdade. Não passemos esta semana santa lamentando a crucificação do filho de Deus, mas celebrando com felicidade a sua libertação . Pois a Pàscoa é o sinal da paz e não da dor.Um Cristo abatido não tem significado.Mas o Cristo ressuscitado vem a ser o símbolo do Perdão do Filho de Deus a si mesmo, o sinal de que ele se considera curado e ìntegro.Esta semana começa com ramos e termina com lírios , o sinal branco e santo de que o filho de Deus é inocente. (...)
Oferece ao teu irmão a dádiva de lírios , não a coroa de espinhos , a dádiva do amor e não a dádiva do medo . Estás ao lado do teu irmão com espinhos numa mão e lírios na outra, incerto quanto ao que vais dar . Une-te agora a mim e joga fora os espinhos, oferecendo os lírios para substitui-los. Nesta Pascoa eu quero ter a dádiva do teu perdão, oferecida a mim por ti e devolvida a ti por mim.Não podemos estar unidos na crucificação e na morte. E nem pode a ressureição estar completa enquanto o teu perdão não descansar em Cristo, junto com o meu.Uma semana é um tempo curto e o entanto essa semana santa é o simbolo de toda a jornada empreendida pelo filho de Deus. (...)
A Páscoa não é a celebração do custo do pecado, mas do seu fim.Se vislumbrares a face de Cristo por trás do véu, olhando por entre as pétalas brancas como neve dos lírios que recebeste e deste como dádiva tua , contemplarás a face do teu irmão e a reconhecerás." ( in Curso em Milagres, texto, p.452).
Páscoa é celebraçâo da redescoberta do caminho de regresso ao Céu e à paz, no qual nos unimos na consciência feliz de que o Cristo ressurgiu do passado e despertou para o presente . Celebremos oferecendo dádivas de lírios tal como Jesus nos ofereceu. Feliz Páscoa . RM:~)

23 de março de 2007

O INEVITÁVEL...

"Ainda ontem pensava que não era mais do que um fragmento trémulo sem ritmo na esfera da vida.


Hoje sei que sou eu a esfera,e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.Eles dizem-me no seu despertar:" Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
sobre a margem infinita de um mar infinito."E no meu sonho eu respondo-lhes:"Eu sou o mar infinito,e todos os mundos não passam de grãos de areia sobre a minha margem.


"Só uma vez fiquei mudo.Foi quando um homem me perguntou:"Quem és tu?"--------------------------------------- Khalil Gibran

19 de março de 2007

MESTRE DE MIM



Não se preocupem aqueles que pensam que eu estarei a viver momentos de alguma tristeza, não se trata disso queridos amigos (as), há muito que substituí o " pobre de mim " pelo "mestre de mim" e isso permite-me que nunca deixe a raiva estar no comando. Mas aceitar aprender com o desafio da dualidade implica experimentar o despontamento e estar atenta e vigilante ás lições que o mesmo nos trás. Noutros tempos situações impregnadas de arrogãncia, tentativa de manipulação , inércia e irresponsabilização desencadeavam em mim as fragãncias da raiva, hoje activam a vontade de compreender e é aqui que entra a necessidade da oração. De entregar o desfecho da lição á sabedoria maior.

Acredito que há no ser humano uma real e profunda capacidade de encontrar respostas inatas para o desvelar do seu ideal supremo e que a humanidade está a abrir-se a uma profunda necessidade de síntese.
Também não duvido de que por trás dos assuntos do mundo há um grupo organizado de Inteligências que têm vindo a conduzir a humanidade , etapa após etapa, para uma luz paulatinamente crescente acompanhando os seres humanos , desde a mais profunda barbárie, até a presente civilização que se pretende iluminada .


Mas persiste uma òbvia massa de negatividade conduzida por um outro nível de inteligências obscuras e umbralinas que continuam a alimentar o medo, o sofrimento e a dor da maioria dos que nos cercam baralhando-os e baralhando-nos. E na subtilesa dos seus ardis entram-nos portas adentro disfarçadas de soluções angelicais.



Urge por isso, como sentida necessidade do momento actual , o desenvolvimento da intuição e do discernimento por parte daqueles que já estão despertos. Seja qual for o custo para nosso eu inferior, temos que aprender a sentir a nossa visão superior. Há vigiar e orar.

Isto é bom senso.

RM:~)

13 de março de 2007

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO


A dádiva só é dádiva quando é recebida.


Para todos os que em mim procuram o aconchego de quem me assiste é tempo de recordar que é imprescindível ancorar a mestria e o discernimento espiritual.

Todos ansiamos ajudar o outro, mas a verdade é que cada vez mais, visível se torna, um mundo cheio de salvadores que não sabem salvar a si mesmos.

São muitos os movimentos e os percursos do verbo espiritual que interpenetram a esfera individual, porém, parece persistir uma espécie de estrabismo a desviar-nos do verdadeiro foco da salvação, ou seja, a grande preocupação em ajudar e salvar o outro como se não fossemos nós mesmos a precisar dessa mesma salvação. Ninguém pode dar aquilo que não tem. Esta é uma verdade simples mas também incontornável.

A salvação começa e é feita dentro de cada coração e não pode ser dada, apenas poderá ser estendida através do exemplo. Enquanto não praticarmos o que aprendemos e aprendermos o que ensinamos a salvação permanecerá uma utopia inalcançável até mesmo pelo nosso imaginário.
Ultimamente sinto imprimida uma urgência em consciencializar a responsabilidade e qualidade das nossas escolhas.
È tempo de mudanças radicais que importam na interpretação de mundos e dimensões consciênciais que sentimos mas ainda não compreendemos.
Vivemos com um pé no abismo e com o outro num conto de fadas, e uma espécie de realidade virtual começa a tomar o terreno daquilo que até há bem pouco tempo era espaço sólido e tempo real.
Tudo está em permanente transformação, tudo está em acelerada mutação.
A confusão e as dúvidas sobrepõem-se, sobretudo porque a torrente da informação é cada vez maior e tendente a potenciar a diversidade e a dispersão em nome de um apelo à União e à integração na totalidade.
Disto parece resultar o estado psicológico do quanto mais se sabe mais se quer saber e os níveis de stress emocional em lugar de diminuir aumentam.
O paradoxo oferece-se uma vez mais como a chave para a resolução de todos os enigmas.
Intuímos que é tempo de regresso ao nosso centro e por isso de unir e não de separar ou dividir, mas a diversidade da informação multiplica-se ao limite da contradição e a mente dividida continua a encontrar terreno para se fortalecer no proliferar do ruído da multiplicidade de vozes, mensagens, rituais, mantra , danças, escritos, etc,etc...
Perante a constatação de todo este movimento uma certa intranquilidade em mim questionou:
- Quantidade, quantidade, quantidade. E a qualidade? Quem garante a qualidade?
Quem é o guardião da qualidade?
Busquei a resposta e encontrei o Eco:
- Quem pode ser senão o Ser!
- Quem pode ser senão o nosso centro, aquilo que de mais profundo e leve existe dentro de cada um de nós. Devolveu-me o Eco.
- Qual o critério? Procurei saber.
- Somente a paz. Continuou o Eco.
- Procura além das palavras, dos contextos, das condições e da autoria. Onde encontrares tranquilidade, leveza e harmonia fica atenta.
Tudo o que te provocar uma paz silenciosa é a manifestação do que é real para ti. Aí encontrarás caminho, por aí anda a ponte que te leva ao início da verdade.
- E o que é a verdade? (voltei a questionar).
- Não te preocupes com aquilo que por enquanto não está ao teu alcance compreender. Já sabes que verdade não se explica - reconhece-se.
Por isso pára de alimentar a mente analítica que faz com que te percas em mil e uma explicações inúteis e desnecessárias. Está tudo na simplicidade de um fio.
Focaliza a tua mente na simplicidade do fio que te liga e segura à tua paz interior. Regista essa impressão. E segue essa impressão. Experimenta-a em todos os teus corpos.

Segue esse fio até te sentires impregnada de silêncio, até que te dissolvas no silêncio, até que tu sejas o próprio silêncio, até que o silêncio se dissolva. È tudo o que precisas fazer. É este o derradeiro alcance da metáfora dos lírios do campo; O viver esta experiência chamada vida na entrega total a cada momento, na total confiança do que emerge do nosso centro .Só assim se recebe a dádiva.
É oportuno relembrar que ascender é regressar ao estado primordial mas a ascensão só ocorre na total ausência do ruído. O ruído seja ele qual for, propaga-se sempre no sentido inverso ao do caminho de regresso ao teu centro , e por isso, a casa.
A felicidade do estado primordial só será experimentada quando a filiação retornar ao Pai.
O encontro com o pai só acontece na Paz e Tranquilidade Absolutas.



RM :~) 1/3/2OO7


Relembrando o aprendizado:

O mundo que fizes-te é totalmente caótico, governado por leis arbitrárias , sem sentido e sem qualquer significado. Pois é feito de coisas que não queres, projectadas a partir da tua mente porque tens medo delas.
Não acredites que ele está fora de ti , pois só reconhecendo onde ele está terás controle sobre ele .Pois tu na realidade tens controle sobre a tua mente, já que a mente é o mecanismo da decisão. (…)
Se reconheces que todo o ataque que percebes está na tua própria mente e em mais nenhum lugar, terás finalmente localizado a fonte do ataque, e ali onde começa tem que terminar. Pois nesse lugar está também a salvação. Lá está o altar de Cristo. Lá terás a tua visão mudada e lá aprenderás a ver verdadeiramente.”
( cfr. Livro Texto- Um Curso em Milagres )

8 de março de 2007

TEM BOM ÁNIMO



Os nossos desejos mais nobres são o motor que põe em marcha a intenção de criar a realidade que habita na beleza dos nossos sonhos. Abraço. RM:~)

5 de março de 2007

DEPRESSÃO OU SINAL DA NECESSIDADE DE MUDANÇA?!



Ultimamente tenho deparado com vários seres que se queixam de vivenciar uma profunda depressão. Muito poderia escrever sobre isso mas muito pouco contribuiria para ajudar a aliviar um estado de alma que muitas vezes é confundido com doença Psicofisiológica.
Não se trata de um mal mas de uma necessidade de acordar. A depressão é apenas o princípio do fim de um estado de coisas que vão contra o nosso verdadeiro estado de Ser e que por isso nos impedem de aceder à nossa alma e sabedoria interior.

Porque a vivi, permito-me partilhar o seu resultado ilustrado num desabafo que registei quando preparava as minhas sessões do curso de crescimento pessoal no mês de Janeiro do ano 2005. Espero com isto deixar um rastro de luz no coração daqueles que sofrem sem saber porquê.


Na infância recebi tantas mensagens de “não mostres o que sentes”, “não digas o que pensas” e “não confies nos outros”que acabei por me transformar num mestre em subtilezas. O meu amor pelo outro tornou-se num tesouro escondido e expressava-se não tanto naquilo que dizia mas no que fazia. Erguera-se uma muralha de defesas impermeável que protegeu toda uma vida alicerçada num equilíbrio frágil entre a abnegação e a sublimação. Todas as torrentes eram filtradas por uma espécie de barreira subtil mas altamente controladora.
Um dia o dique rebentou. Passei a fazer e a dizer o que pensava e sentia sem olhar a consequências e durante um curto período de tempo fui feliz. Porém, não estava ainda preparada. Além do mais, tornara-me presa fácil de um ser disfuncional.
Enredei-me nas malhas de uma teia complicada e apesar da minha intuição emitir os sinais de perigo eminente, o ego no seu empenho em se afirmar e em obter felicidade a todo o custo facilmente subornou a mente com argumentação falaciosa.

Mas os senhores do carma não " perdoam" e as consequências impuseram-se de forma implacável.

O ego ferido retaliou e a minha mente nunca foi tão laboriosa, ruidosa e bélica. Foi porém uma guerra perdida, a vingança não fazia parte da minha natureza. Tal caminho não era o meu, mas
na ausência dessa consciência iniciei as batalhas próprias de quem não percebe nada de guerrilha. O resultado revelou-se numa incomensurável ausencia de sentido.
Esmagada por sentimentos de injustiça insuportáveis deixei-me acolher no complexo da culpa incontornável.
O ego não aguentou, desintegrou-se mas a disfunção parecia começar a ocupar-se da mente, a aniquilação a franquear-me as fronteiras e o suicídio a seduzir-me tentador.
Confusa e esgotada estaquei no limiar do abismo onde a vertigem do sofrimento se revelava para além do suportável.
De repente desliguei. Como que por magia, tudo parou. A vida imobilizou-se , a memória ausentou-se até que ondas gigantes começaram a rebentar bem no âmago do meu peito.
Estava inexoravelmente entregue a forças irresistíveis que me eram totalmente desconhecidas.
Flutuei e deslizei pelas águas do rio do esquecimento até me ver desaguar no lago da existência.

De princípio foi o vazio ,depois ,a pouco e pouco, senti desabrochar em mim uma espécie de discernimento,uma paz e uma harmonia indescritíveis. Colhi entretanto a notícia de que chegara a hora de largar aquelas águas. Ressurgiu a apreensão mas uma energia amorosa emergiu com a notícia de que é impossível desistir. Tranquilizei-me e direccionei o olhar para as margens daquele lago magnífico. Enquanto inspeccionava o terreno verifiquei que a vida encontrava-se naquelas margens à minha espera. Aguardava-me sorrindo e com tudo aquilo que deixara por fazer.
Compreendi então que não poderia ser de outro modo, levantei-me e apesar de hesitante deixei-me deslizar ao seu encontro . Contemplei-a, era muito bela! Não lhe vislumbrei qualquer fealdade:
- O que é que falhou? Questionei-a.
Ela continuou a sorrir.
- Fui eu? Foram os outros?
Permaneceu o silêncio.
Fixei-a de novo para logo voltar o olhar para o lago na procura do meu reflexo nas suas águas. Um brilho cristalino resplandeceu e no esplendor daquela luz compreendi finalmente não necessitar de qualquer imagem de suporte. Para viver basta um pouco de luz.


Foi então que perssenti uma inocência renovada e redescobri que por trás da minha vulnerabilidade e fragilidade residem toda a força e toda a coragem necessárias a qualquer percurso.
Avancei decidida no caminho mas mal reiniciara a jornada já os ventos do medo sopravam na minha direcção, senti-os no rosto a secarem-me as mucosas . Pestanejei sem me deixar intimidar e devolvi-lhes um sorriso de compreensão:
-Trazem-me lições novas?!Está certo, mãos à obra, faça-se o que é para ser feito.
.
Enquanto isto, aconcheguei os punhados das sementes do amor e da alegria que instintivamente guardara, apertadinhos, nas minhas mãos e murmurando baixinho tranquilizei-as:
- semear-vos-ei sempre que os ventos se mostrarem de feição.

O AMOR E A ALEGRIA rejubilaram e do fundo do lago a uma só voz ecoaram:
- QUE ASSIM SEJA..


Rosa Maciel 07/O1/2005
Com todo o carinho de quem descobriu que a vida é uma escola imperdível. Rm:~)

28 de fevereiro de 2007

CRIAR UM CENTRO NAS NOSSAS VIDAS




Despeço-me do mês de Fevereiro da linha do tempo 2007 com a gratidão das muitas lições apreendidas num apesar de pequeno mas tão mexido como intenso periodo de tempo.

Foi tempo de muitos balanços e múltiplas escolhas que afinal se revelou, como sempre numa só.

Foi tempo de desafiadores encontros nos antigos desencontros.

È por isso tempo de máximizar a gratidão pela dádiva resultante do serviço . A sabedoria que emerge da criação de um centro nas nossas vidas .

Ao criarmos um centro nas nossas vidas a percepção do mundo muda. Passamos a interiorizar a sua concepção redonda em que o antigo lugar onde parece ser o fim passa a oferecer a possibilidade de um novo começo.

Esta é a dinâmica que anima a criação.

Por isso, meus queridos companheiros de viagem sinto-me encorajada a pedir-vos que não desistam de continuar a criar o vosso que afinal é também o nosso centro.

RM:~)