24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL










Para além de todas as polémicas e tabus religiosos, da multiplicidade multifacetada das várias versões doutrinárias dos livros sagrados, do carácter fragmentário e paradoxal dos ensinamentos e informações filosóficas, metafísicas, teosóficas, ufulogicas, esotéricas e por aí adiante, existe" um lugar” de paz e silêncio para lá do tempo e do espaço que tudo e a todos Une.

Jesus foi um dos maiores mensageiros dessa união mas e acima de tudo um dos maiores garantes das chaves de acesso a essas dimensões.

Chaves e códigos esses que integram o sangue e o coração humanos.Jesus capacitou-nos seus herdeiros genéticos.

Mais do que um filho de um Deus feito homem que veio dar lições de humildade, fraternidade e Amor universal, ele revelou derramando no éter, no solo, nas plantas e nas pedras da Terra, através da sua própria existência e convivência como humano (a que alguns chamam de exemplo) e do seu próprio sangue (a que chamam Paixão), a fórmula Imutável da evolução da humanidade.

RELEMBRANDO:

A FORMULA IMUTÁVEL DA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE,

compreende seis passos:

1º Amar a natureza. (Não a danificar de nenhuma maneira)

2º Amar os animais (Cuidar deles, responsavelmente e sem fins egoísticos)

3º Amar os Seres Humanos (Ajudar socialmente em todos os campos)

4º Amar os inimigos (aguentar as pessoas que nos prejudicam, abraça-las com amor e torna-las úteis para a sociedade)

5º Amar a Si mesmos (Estar em paz com os seus próprios Seres)

6º Amar o todo (Amar o criado devido ao criador)

- Exigente esta fórmula, não è?!

Mas Jesus praticou-a e somos todos chamados a pratica-la.

Num mundo que se encontra em processo de evolução espiritual como a Terra " a evolução é um programa de treinamento que é obrigatório em ordem da espécie humana alcançar uma personalidade Genuína e uma identidade.”(1)

O sucesso deste programa depende da aplicação e desenvolvimento daquelas seis qualidades.

Não chega alegar e pensar em tais qualidades, é preciso praticá-las,APLICA-LAS.Cada um pode pensar o que quiser, escrever o que lhe aprouver, mas só a sua aplicação produz evolução e consciência.

Por sua vez, a aplicação de cada campo é equivalente á evolução e á consciência do Ser humano , desta maneira cada um é investido no poder de avaliar o grau da sua evolução paralelamente aos seis campos do programa . Por isso, sublinhe-se a importância da autocrítica:

“ A auto-critica é o caminho mais claro para levar o indivíduo para a Luz” (2)

“O Ser humano genuíno è uma entidade divina que foi capaz de integrar á sua personalidade todas as qualidades acima listadas. (3)

Há 2009 anos atrás , Jesus revelou , aplicando todas as qualidades de um Ser Humano Genuíno.

È outra vez Natal!

E nós, pequenos nós da grande massa e teia da família humana o que é que temos feito?

O tempo está cada vez mais escasso!

Não será tempo de usarmos cada vez mais e intensamente, o nosso poder de avaliar o nosso grau de evolução em lugar de persistir em oferecer presentes desajustados ?!

Feliz natal.

Rosa Maciel.

(1) e (2) (3) Sic. Realidade da Humanidade Unificada/Totalidade Federal do Cosmos.) (In O livro do conhecimento)

PS. Este Texto não visa provar nada apenas suscitar reflexão .

14 de dezembro de 2009

PONTIFICANDO

Nota prévia:

Sugere Esclarecendo;

Este é o ultimo de um conjunto de quatro artigos que contém ensinamentos cuja optimização da apreensão será facilitada pela leitura sequencial,

a saber:

  1. Fazendo a ponte
  2. Estendendo a ponte
  3. Compreendendo a ponte
  4. Pontificando
Mas, é mera sugestão.






CARÊNCIA PATERNA E A BUSCA DO EQUILÍBRIO INTERNO.






Todos sabemos, que apesar de todas as conquistas e epifanias conseguidas e vivenciadas, como ainda é fácil desequilibramos-nos quando alguém desperta uma das nossas carências.

Mesmo quando achamos que estamos bem, lá aparece uma faceta de uma pessoa que tem o poder de accionar uma carência em nós, por vezes, quase imperceptivelmente.

Usemos o exemplo dos misteriosos sentimentos e emoções de atracção, desejo, repulsão, impulsos incompreensíveis, glamour e jogos de sedução com o sexo oposto. Aqueles momentos de atracão ou de activação de mecanismos de defesa que podem surgir inexplicavelmente na convivência com um(a) recém desconhecido (a) ou numa situação que apresenta novidade, e que activam, dentro de nós, conflitos e ruídos mentais e emocionais inesperados.

Situações que ainda surgem mesmo depois de passarmos por experiências que nos levam a viver níveis profundos de introspecção geradora de paz , serenidade e harmonia e de convicta convicção de que estamos plenamente acertados quanto às nossas opções no plano afectivo – sexual e que viveremos para todo o sempre em águas cálidas. Pois mesmo aí, lá aparece alguém do sexo oposto ou com ressonância a sexo oposto com o “dom de agitar águas e de nos desestabilizar.( Isto é só um exemplo, sublinhe-se. Mas nunca subestimável)

Quantas vezes já nos desestabilizamos a este nível?!

Quantas vezes nos apanhamos na persistente e muitas vezes inconsciente busca de uma quase sempre “inalcançável alma gémea” ou complemento ?!

Quantas vezes já nos preocupamos com este tipo de “instabilidade” que nos desafia a interiorizar-nos cada vez mais e mais profundamente?!

Este tipo de questões deixarão de ser preocupantes ou de constituir problema quando compreendermos que tais acontecimentos têm por finalidade impulsionar-nos a trabalhar a segunda carência inata, pois é justamente aqui que situamos a carência paterna.

CARÊNCIA PATERNA OU DA POLARIDADE OPOSTA (MASCULINA)

Para encontrar o nosso estado de harmonia e satisfação internas, necessitamos que as nossas duas polaridades, a masculina, localizada no lóbulo esquerdo do cérebro, e a feminina localizada no lóbulo direito do cérebro, estejam niveladas. (E isto não tem nada a ver com o sermos do sexo masculino ou feminino).

Quando algo ou alguém nos destabiliza, o nosso desfio é buscarmos o nosso centro novamente, trabalhando com o instrumento que nos seja mais adequado para isso.

Isto destina-se a desenvolvermos os nossos parâmetros internos de equilíbrio que todos temos que ter.

Porém esta carência da polaridade oposta tem um funcionamento inconsciente e normalmente está escondida por bloqueios emocionais que se tornam véus que a encobrem e criam obstrução do nosso canal de ligação com a natureza impedindo que a natureza proceda ao seu suprimento energético.

Sempre que tomamos conhecimento desta carência e a resolvemos ou superamos ficamos livres para os relacionamentos que possam surgir, pois a partir daí, passaremos a relacionar-nos de forma desprendida e construtiva. Esta carência tem por finalidade ajudar-nos a aprender a controlar a densidade provocada pela nossa mente instintiva de característica animal e irracional que nos impele a buscar prazeres desta natureza.

ESTA CARÊNCIA REVELA-SE COMPREENDIDA QUANDO INTERNAMENTE NOS ENCONTRAMOS COM O NOSSO COMPLEMENTO INTERNO, ou seja, COM A NOSSA BIPOLAR IDADE DA NOSSA MENTE SUPERIOR, isto é, com os atributos masculinos existentes na nossa mente superior.

È preciso ter em atenção que este encontro passa-se ao nível da nossa Mente Superior e que se trata de um processo espontâneo que nos faz subir para níveis energéticos mais elevados. E para Sentimentos e pensamentos positivos de nível Superior e que nada tem a ver com bipolaridade física nem com o sexo no plano material . ESTA È UMA EXPERIÊNCIA DE DIMENSSÂO MAIS ELEVADA. FAZ A CONSCIÊNCIA ELEVAR-SE E EXPANDIR PARA DIMENSÕES MAIS ELEVADAS.

Este encontro com o nosso complemento interno pode ser trazido ao plano da nossa consciência de muitas formas; através de um sonho vivido, ou de uma visualização, ou de uma forte vibração em estado meditativo, ou mediante um profundo estado de compreensão transcendente…ou de uma combinação de algumas dessas formas de comunicação internas.... Para uns de forma clara, para outros de modo mais enigmático.

Como podemos saber se esse encontro aconteceu?

A descoberta do complemento interno dentro de si gera satisfação e harmonia internas que fazem cessar as buscas externas e cria estabilidade emocional e mental que harmonizam , elevam a nossa frequência vibratória e expandem a consciência. Dissolve toda a tensão interna. Produz o prazer da satisfação consigo mesmo, a sensação de plenitude do ser, sem julgamentos do Ego. Activam-se células cuja reacção produz bem-estar físico.

São estes os sintomas reveladores do nosso acesso aos níveis da nossa Mente Superior, a sentimentos e pensamentos POSITIVOS de NÍVEL SUPERIOR e, por consequência, indicadores de que ascendemos a níveis energéticos e a planos de consciência mais elevados.

CONCLUINDO:

Esta é uma viagem que apesar de sintética contém informação bastante á compreensão de duas grandes linhas de orientação que se completam e orientam o sentido do plano evolutivo;

A CARÊNCIA MATERNA E CARÊNCIA PATERNA, quando compreendidas e identificadas no movimento das nossas vidas e personalidades fornecem-nos chaves de acesso ao poder da nossa transformação.

Isso pressupõe uma visão construtiva e positiva das nossas carências inatas que conspiram para nos impulsionar a abrir para os diversos níveis da consciência Multidimensional.

Esta é uma visão colhida na minha própria experiência e clarificada pelos ensinamentos dos nossos ancestrais por intermédio de diversas fontes e canais.

Por fim este material facilita a inversão da nossa percepção e ajuda a alinhar o foco da nossa atenção com o que realmente constrói, de forma sólida e edificante, a ponte entre a evolução e o desenvolvimento. A este respeito permitam-me que refira que a actual humanidade tende a Ver tudo ao contrário (excepções excluídas).Por isso há um trabalho de inversão da percepção a continuar a realizar.

Com Amor e Respeito de Rosa.


23 de novembro de 2009

COMPREENDENDO A PONTE




No nosso roteiro pelas vielas da carência materna ressalvado ficou que a convivência social destina-se a fazer-nos aprender a lidar com a disputa de energia.




MISTÉRIOS DA EVOLUÇÃO/ QUESTÕES CARMICAS

Nascemos e integramos-nos em famílias, grupos sociais, cidades, países, organizações internacionais, para aprender a lidar com as várias facetas da disputa energética .Porém , nos dias de hoje , o homem contemporâneo tem tendido para uma Cultura Urbano Metropolitana crescente e galopante em detrimento do mundo rural e natural, com isso acentuando desequilíbrios.

Pelo que imprescindível se torna lembrar:

Sempre que nos desligamos da natureza e só buscamos nas pessoas o suprimento das nossas carências energéticas , criamos uma disputa de poder , consciente ou inconscientemente

O Fenómeno concentração urbana, pela sua própria natureza, impôs um esforço agravado na gestão da cedência energética, porquanto:

  • Quando cedemos energia para outra pessoa , as nossas carências ficam exacerbadas e necessitamos de encontrar formas de nos reabastecer.
  • Se o canal consciente de contacto com a natureza estiver bloqueado, a pessoa fica dependente de uma outra para se reabastecer ou consegue repor em parte quando dorme profundamente por um longo tempo.
  • Muitas vezes ao bloquearmos o nosso contacto com a natureza , caímos num ciclo vicioso , de convívio dentro de um meio social especifico gerando dependências que poderão criar limitações à evolução da pessoa.
  • Isto leva muitas vezes á acumulação de poder com carácter mais destrutivo do que construtivo ao alimentar absorvedores de energia que tendem a estimular a dependência obscura limitativa da percepção e da liberdade de pensar dos que cedem a energia induzindo-os a canalizar os seus trabalhos e criatividades no fomento dessa dependência para que continuem a alimentar os absorvedores sem que os que cedem tenham consciência disso.

Neste ponto é bom consciencializar que tais dependências ocorrem nas nossas vidas por questões Carmicas .

Tais questões Carmicas poderão ser compreendidas como temporárias e ao serviço de um objectivo maior , como por exemplo o desenvolvimento da capacidade de doação , assim como o contacto com o mestre interior.Mas quando não aceites , rejeitadas ou incompreendidas ocasionarão o aumento de nódulos emocionais e bloqueios mentais que por sua vez engrossarão os nódulos carmicos.

Por isso será sempre benéfico ter presente que;

Toda a vez que cedemos energia a outrem , ou a alguma tarefa que executamos na nossa vida, temos uma linha ténue pela frente, que, se a atravessarmos , a aparente dependência torna-se real nas nossas consciências.A nossa capacidade de discernimento tem que estar por isso muito aguçada para analisarmos, a cada momento se atravessamos esta linha ténue ou não.Pois tais relações de dependência não nos deverão dominar mas ser utilizadas, como vimos, de forma temporária e consciente , como instrumento do nosso crescimento.

Só em convivência social é que nós evoluímos pois, vão surgindo pessoas nas nossas vidas de forma a provocar tomada de consciência das nossas carências . Certas pessoas aparecem nas nossas vidas devido á necessidade inconsciente de buscarmos resolver os nossos nódulos carmicos mentais e emocionais que funcionam como meio de atracção social.

Todas as carências criam desequilíbrios que somos chamados a resolver. Isso faz parte do nosso processo de crescimento e desenvolvimento.

Por exemplo todos os seres humanos estão destinados a provocar reacções internas uns nos outros para que a Pessoa Humana Cresça . E o crescimento depende da resistência que cada um coloca para enfrentar seus dragões interiores , suas facetas rejeitadas.

Nota: Este texto acolhe a Visão Trogan , uma Luz em Atlãntida

3 de novembro de 2009

ESTENDENDO A PONTE



Amar é aumentar a consciência de si na natureza e nos outros.







MISTÉRIOS DO PROCESSO EVOLUTIVO


Vimos no artigo anterior que Todos nós nascemos com uma certa dose da Chamada carência materna que pode ou não agravar-se.

E que tal carência tem uma função , diria pedagógica, destinada a integra-nos e a fazer-nos compreender a nossa relação com a natureza universal.

Ela ensina-nos que a natureza é uma fonte de suprimento de Energia pura uma vez que contém abundantemente os quatro elementos, Agua, terra, fogo, ar , essenciais á produção da energia vital que nos anima.

Nós lidamos diariamente com estes elementos no nosso quotidiano sem estarmos, necessariamente, conscientes deles. E estar conscientes da relação desses elementos connosco induz-nos a valoriza-los.

Assim Carência, aqui, não tem um sentido negativo antes uma função objectiva que é a de nos induzir a consciencializar e a cultivar os quatro elementos que fazem parte dos nossos corpos e da Natureza Universal.

Ao cultiva-los, estamos a respeita-los e promover o desenvolvimento deles também, pois tudo está em processo evolutivo, em todos os reinos e em todos os planos.

Vimos também que grande parte dessa carência materna é naturalmente suprida através das energias fornecidas pela Natureza e discorremos sobre o nosso Sentir e relacionamento misteriosos quando estamos em contacto com os locais ermos da natureza, Sublinhando os justos limites da importância desse contacto.

Cumpre agora ressalvar a ideia de que a permanência em lugares ermos da natureza que nos isolam socialmente, com o objectivo de obtermos melhores suprimentos de energia , é limitante para efeitos da nossa evolução , pois tenderemos á estagnação, desenvolvendo receios de crescer e evoluir.

Nas palavras de Franc Josef. “Como seres humanos torna-se necessário aprender a interagir entre nós, realizando troca de energia de forma construtiva , para que nos possamos conhecer cada vez mais ao conhecer os outros."

Isolarmo-nos temporariamente, de forma a recarregar os nossos corpos num local apropriado, não só é valido, como necessário. Porém, se todos os seres resolvessem viver isolados em lugares ermos para beneficiar das energias mais puras da natureza, retornaríamos ao nosso estágio primitivo aqui na terra onde predominava a desagregação e o medo da conivência Social.

Desaprenderíamos o como lidar com a disputa da energia.

A convivência social é uma consequência da evolução da humanidade na medida em que o ser foi evoluindo e foi aprendendo a suprir-se também noutras pessoas, foi-se desligando da natureza e passou a encontrar prazer no relacionamento humano, como forma de reabastecimento energético.

As agregação em aldeias, vilas , cidades foi um passo dado no sentido de conhecer melhor esta troca de energia e a intenção subliminar disso é a de conhecermos as diferentes facetas do nosso Ser, que vêm á tona com mais facilidade e clareza quando interagimos socialmente.

Assim poderemos dizer que , Natureza e Meio Social, são dois processos de aprendizado cumulativos e não substitutivos.


23 de agosto de 2009

FAZENDO A PONTE






Desde que me recordo, existe em mim uma profunda ligação á natureza.
Sempre a procurei de um modo expontãneo e quase inconscientemente. Mas acerca de dois anos , num local remoto, no amago de uma montanha , senti a natureza a comunicar-se internamente comigo , como se me convidasse a nutrir-me nela.
Uma incrível sensação de bem estar emergiu quando me apercebi que a natureza era muito mais do que simplesmente via.
Como se o meu coração expandisse para fora do meu peito experimentei a sensação de um "calor" afectuoso e meigo a envolver-me num profundo abraço que me encheu de vitalidade, harmonia e confiança.
Intui então a natureza como uma fonte energética poderosa capaz de, provocar reacções nas pessoas individualmente e em grupo. Capaz de despertar a consciência superior do ser humano, fonte da sua natureza mais elevada , oculta no interior de cada um.
Este despertar permitiu-me um aumento do amor e do respeito por mim mesma e como consequência uma maior e mais respeitosa reverência pela natureza.
Compreendi então que a natureza é , desde sempre , a minha maior supridora de energia materna e que sempre contribuiu para o meu equilibrio e crescimento.

Esta percepção levou-me a buscas e investigações intuitivas que acabaram por desaguar num mar de informações cognitivas que poderei sintetisar no subsequente:

Todos nós nascemos com uma certa dose da chamada carência materna .

Esta carência natural ocorre desde o nascimento e uma das suas funções é induzir-nos a apreciar os reinos da natureza , que convivem connosco em constante doação , e que, tal como o ser humano , também estão em processo de evolução.

Faz parte do desenvolvimento humano, aprender a sintonizar a atenção com estes reinos , respeitando-os nos seus planos de existência e contribuindo para a sua evolução. Tratando-os com carinho e amor, sem tentar invocá-los para propósitos egoístas.

"Ao atentarmos para este processo estamos também a estimular e a exercitar o lóbulo direito do nosso cérebro, ainda tão pouco utilizado pelo homem. E como consequência disso vamos despertando a nossa sensibilidade, a nossa criatividade, a nossa intuição , e passamos a expandir a nossa percepção sobre a exuberância e o mecanismo mutante e perfeito que todos os reinos da natureza engendram."(1)

Ao apreciarmos a beleza destes reinos de forma desprendida , eles fornecem-nos energia automaticamente, preenchendo boa parte da nossa carência materna, fazendo-nos sentir vitalizados, em harmonia e em paz.


Assim grande parte dessa carência materna é naturalmente suprida através das energias fornecidas pela Natureza.

Manifestando-se por intermédio das plantas, das flores, dos minerais, dos ventos, dos mares, dos rios, dos lagos, etc., a Mãe Natureza é uma fonte inesgotável de energia que muito atrai os que são carentes de afeição materna e todos os que preservam o seu salutar equilíbrio.

Algumas pessoas com esta carência já exacerbada , mas inconscientes disso ,procuram lugares ermos da natureza, para repor as suas energias , e ficam por vezes ,aprisionadas psíquicamente ao aperceberem-se que só se sentem bem quando se encontram nesses locais. Na ausência de consciência da origem da sua carência tornam-se dependentes, passando a creditar que a sua felicidade está atrelada a esses locais.

Por outro lado existe um outro tipo de indivíduos, que ao enfrentarem situações difíceis nas suas vidas, sofrem o agravamento das suas carências dessa energia materna , e em reacção a isso procuram inconscientemente vingar-se , tornando-se destruidores da natureza , desafogando nela as suas frustrações.


Esta vingança expressa-se por várias maneiras, tanto na forma como a pessoa lida com as plantas, os animais, as flores, a própria água, o vento,as florestas etc, como na forma como lida com o seus corpo físico, como se alimenta , o tipo de substancias que ingere , as horas de descanso que se permite, etc.


Também como resultado da manifestação destas carências, ocorre um disputa inconsciente entre aqueles que observam o valor da natureza , como importante fonte de abastecimento de energia para todos , e aqueles que procuram vingar-se do mundo , destruindo ou rejeitando tudo o que a natureza possa representar . As fontes desses estímulos, que impulsionam a pessoa a agir , são portanto as mesmas , ou seja , as suas carências maternas.

Porém , a maneira como se manifestam em cada indivíduo, dependendo do estágio em que se encontra emocionalmente ,são de polaridades opostas , ou seja, representam as duas faces da mesma moeda.

É bom ter presente que uma das razões da existência natural de tal carência em todas as pessoas é que ela é, em si mesma, oportunidade de desenvolvimento emocional e mental . Como parte do processo de desenvolvimento da nossa evolução há necessidade de tomarmos consciência quanto à preservação do nosso habitat natural, para que possamos continuar a usufruir das condições físicas básicas para a nossa sobrevivência no futuro. Pois tais condições são indipensaveis á continuidade do nosso processo de denvolvimento mediante as vidas sucessivas a que retornamos neste plano físico até efectiva lapidação.
Esta carência materna funciona como catalisador do discernimento da lei da causa e do efeito , transformador da responsabilidade e experienciador do livre arbitrío.


Longe de se esgotar, por aqui, o assunto , até porque , os relacionamentos humanos são também fonte de suprimento da mesma carência materna , atenta a finalidade e natureza deste artigo, já vai extensa a informação que, por si só, é já o suficientemente desafiadora para despoletar reflexão e reapreciação da nossa REAL relação com a Natureza.

Ela não é tão distante quanto nos possa parecer ser .

Neste tempo de férias se nos permitirmos observar como nos relacionamos com a natureza talvez tenhamos fortes oportunidades de avançar um pouco mais no conhecimento acerca de nós mesmos, como seres individuais, sociais e civilizacionais.

Talvez possamos entender um pouco mais sobre a intenção das nossas carências e a forma de as suprir.

Talvez as causas dos incêndios, do desbastamento das nossas florestas e da insalubridade dos nossos rios e das praias se tornem mais discerníveis.Mais próximas.

E, talvez o abandono dos animais domésticos nos revelem mais sobre o grau de consciência do consciente da humanidade sobre o propósito das suas carências.



Por fim, talvez, a CRISE que esta humanidade atravessa, seja acolhida como mais uma OPORTUNIDADE .

- Oportunidade para quê?
- Oportunidade para reflectir, pensar,investigar, buscar descobrir a verdade.
... Só quando o Ser Humano começa a conheçer a verdade é que começa a ficar ciente do caminho que percorre e se ele é, ou não, o correcto.


Fazendo ponte.
Rosa Maciel


(1)Franc Josef.

* Perto do local onde a Mariana descreve a sua vivência no post anterior

Nota: Este texto acolhe a Inspiração de TROGAN, uma luz em Atlãntida

MEMÓRIAS




"No monte bem alto conseguia contemplar esta esplêndida imagem da natureza.

Olhava para aquele céu azulado com nuvens que, muitas vezes formavam ondas como se fosse espuma branca a baloiçar suavemente, fazendo-me sentir calma e relaxada.

As montanhas cobertas de árvores e pinhais, os aromas que se podiam sentir cada vez que se passava no meio delas. Um cheiro intenso de folhas frescas misturado com os odores que provinham do lago, muitas vezes impossível de descrever!

Além do cheiro as árvores brilhavam com o reflexo do sol, tornando-se ainda mais verdes…Dentro da enorme floresta podia-se ouvir os sons dos animais, como por exemplo águias e outros sons que não sabia de onde vinham.

Cada vez que me aproximava do lago apareciam umas quantas casas, todas iguais, pequenas, brancas e com os telhados da mesma forma.

O lago era a minha zona preferida, a água , por vezes , era tão parada que se tornava num espelho, viam-se as casas, as árvores, as montanhas e até o próprio céu , reflectidos.

Mas mesmo assim não podia deixar de ouvir pequenas ondas que batiam contra as pedras. Não è o mesmo som que o mar faz mas, não deixava de ser um som que ajudava a pessoa a envolver-se num sono profundo.

Com todos estes elementos da natureza, este sítio era como se fosse o céu. Tudo transbordava de luz e tudo transmitia uma calma, uma paz na alma.

Trabalho realizado por: Mariana Barros 10ºJ nº 30"
Encontrei este trabalho da Mariana perdido algures no meu computador , foi um trabalho que entregou no decurso do ano lectivo anterior, tinha por isso quinze anos quando o escreveu e vivênciou o descrito, creio que nas férias do verão passado, no centro do País.
Publico-o porque além da feliz sincronocidade , considero-o uma bela introdução e ponte para ao artigo a postar a seguir.
PS:A sincronicidade só será entendida depois de se ler ; Fazendo a Ponte.
Rosa Maciel.

1 de agosto de 2009

MISTÉRIOS DA UNIÃO

(1)


" Repousa, se necessário, mas não montes acampamento em sítio algum.
Avança, mas não perfures os éteres com lanças pueris.
Mergulha, mas não danifiques a aura com ingenuidades de aprendiz de feiticeiro.
Procura a correcta nutrição, mas evita os banquetes de conhecimento.
Detém-te na Palavra, mas mantêm os livros na estante.
Caminha sem fórmulas mas não esqueças o Nome do Mestre.
Olha mas não retenhas as imagens.
Voa com a pomba mas não julgues a serpente.
Não acumules informação inútil mas mantém os assuntos da casa em dia.

Evita as paredes pejadas de aguarelas, mas não deixes de contemplar o entardecer.

Tem pressa, mas não te apresses.

Eu danço. Eu sou o Silencio. Eu vejo. Eu sou a noite estrelada. Mas vocês querem ainda, apenas, compreender.

Se Eu te respondo, é porque te amo, se Eu não te respondo, é porque te amo. Se Eu venho, é porque te amo, se Eu não venho, é porque te amo.

Portanto cresce!" (2)


(1) Imagem retirada da Net.
(2) In Mistérios da União. André Louro de Almeida