22 de dezembro de 2011

30 de novembro de 2011

RELEMBRANDO


Assim ensinava e ensina Buda:

Nós somos o que pensamos.
Tudo o que somos surge dos nossos pensamentos.
Com o pensamento, construímos e destruímos o mundo.
O pensamento nos segue como uma carroça segue a parelha de bois.
Nós somos o que pensamos.
A nossa imaginação pode causar mais dano que o pior inimigo.
Mas, uma vez que conseguimos controlar o pensamento,
temos a ajuda mais poderosa, que nem mesmo os nossos pais nos podem dar.

20 de outubro de 2011

A ESCOLHA É AMOR.





Sabemos ainda tão pouco acerca de nós mesmo e  ainda muito menos acerca da VERDADE E DA HUMANIDADE.
Por isso será sempre bom estar atento e não tomar a parte pelo Todo, antes acrescentar gratidão por cada  nova  parte descoberta  na consciência de que se trata de um fragmento de uma consciência Maior. 
Este documentário , ainda que parcial , desenha de uma maneira envolvente e bela mais um pedaço do caminho ou caminhos que apontam nessa direcção - 
A Unidade da Humanidade como um Total.
Por isso partilho , para mais uma vez gerar oportunidade de reflexão:

A ESCOLHA É AMOR.
O CAMINHO É A ACEITAÇÃO E O RESPEITO .
SÓ PODERÁ HAVER PAZ
QUANDO ENCONTRARMOS A PAZ DENTRO DE NÓS MESMOS.
SÓ RESPEITAREMOS E ACEITAREMOS OS OUTROS 
QUANDO APRENDERMOS A RESPEITAR E A ACEITAR A NÓS MESMOS.
SÓ PERDOAMOS OS OUTROS QUANDO PERDOAMOS A NÓS MESMOS.
O TEMPO ESTÁ CADA VEZ MAIS ESCASSO MAS O DESAFIO PERMANECE INTEIRO E INABALÁVEL.

Com AMOR. Rosa,.

  

30 de setembro de 2011

NÃO JULGAMENTO // ACEITAÇÃO

"Mantendo-me calmo, nada reprimindo, permanecendo atento e aceitando a realidade. Vendo as coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem.
Ao fazer tudo isso, adquiri um conhecimento incomum, assim como poderes invulgares, de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado. Sempre pensara que quando aceitamos as coisas, elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. Resulta que isso não é verdade em absoluto. É somente aceitando as coisas que podemos assumir uma atitude em relação a elas.
Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, ser receptivo a tudo que me chegar, sem julgamentos, bom e mal, luz e sombra alternando-se eternamente; e, desta forma, aceitar também minha própria natureza, com seus aspectos positivos e negativos. Assim, tudo se torna mais vivo para mim.
Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser..."
Carl Gustav Jung

8 de agosto de 2011

A IMPORTÂNCIA DA CRISE *



Reflectir sobre a crise não é nada que seja novo, o que nos revela que muito se encontra, ainda, por fazer. 
 Já em 1948  *Krishnamurti* a ela se referia.
  Atentemos pois na actualidade das suas palavras  mais de meio seculo depois.

  
  A evolução da humanidade conheceu, de facto, uma forte aceleração a partir de meados do Seculo XX, no entanto, deixa clara a Condição de que :

      " Uma Verdade só se fixa na Mente, somente se ela for repetida mais de mil vezes."

 Abraço de Rosa.


"
  A IMPORTÂNCIA DA CRISE *
A maioria de nós acha-se numa crise - por causa da guerra, por causa de
um emprego, por causa da fuga de nossa esposa com outro homem... Temos
crises ao redor de nós e dentro em nós, a todos os momentos, quer o
admitamos, quer não; e não é este o momento de investigar, em vez de
ficarmos à espera do momento derradeiro, em que seja lançada a bomba?
Porque, embora o neguemos, estamos sempre em crise, momento por momento,
politicamente, psicologicamente, economicamente. Há intensa pressão a
todas as horas; e não será este o momento de investigar? Não estaremos
num momento desses? Se dizeis "Não estou em crise, estou apenas
observando a vida tranquilamente" isso é simples maneira de evitar o
problema, não achais? Haverá alguém de nós nesta situação? Ninguém, por
certo. Temos crises sucessivas, mas estamos insensíveis, em segurança,
indiferentes; e o nosso obstáculo consiste em que não sabemos enfrentar
as crises, não é verdade? Devemos enfrentá-las cheios de angústia, ou
devemos investigar e descobrir a verdade contida no problema?

A maioria de nós enfrenta uma crise com angústia; cansamo-nos e dizemos:
"Quereis ter a bondade de resolver este problema?" Quando falamos,
procuramos uma solução e não a compreensão do problema. De modo idêntico
quando tratamos da questão da reencarnação, do problema se há ou não há
continuidade, do que entendemos por continuidade, do que entendemos por
morte: para compreendermos tal problema, o problema da continuidade ou
não continuidade, não deve buscar uma solução fora do problema.
Precisamos compreender o próprio problema -
 A minha tese é que há necessidade de confiança em nós mesmos - e já
expliquei suficientemente o que entendo por confiança em nós mesmos. Não
é a confiança decorrente da capacidade técnica do conhecimento técnico,
da preparação técnica. A confiança que nasce do autoconhecimento é
inteiramente diferente da confiança da agressividade e da capacidade
técnica; e aquela confiança nascida do autoconhecimento é essencial para
dissiparmos a confusão em que vivemos. É bem óbvio que não podeis obter
esse autoconhecimento por intermédio de outra pessoa, porque o que vos é
dado por outro é mera técnica. Aquela confiança criadora em que há a
alegria de descobrir, o êxtase de compreender, só pode nascer quando eu
compreendo a mim mesmo, o processo total de mim mesmo; e o compreender a
nós mesmos não constitui empresa tão complexa, podemos começar em
qualquer nível da consciência. Mas (…)
para termos essa confiança é necessária a intenção de conhecermos a nós
mesmos. Nesse caso, não me deixo facilmente persuadir: desejo conhecer
tudo o que há em mim e, assim, estou aberto para toda informação
relativa a mim mesmo, quer provenha de outra pessoa, quer provenha do
meu próprio interior. Estou aberto para o consciente e para o
inconsciente, no meu interior, aberto para todo pensamento e todo
sentimento, em constante movimento dentro em mim, urgindo, surgindo e
desaparecendo. Certamente, essa é a maneira de possuirmos aquela
confiança: conhecer a nós mesmos, exactamente como somos, e não visarmos
a um ideal daquilo que deveríamos ser, ou presumir que somos isso ou
aquilo, o que é de fato absurdo. É absurdo porque, em tal caso, estamos
apenas  a aceitar uma ideia preconcebida, quer nossa, quer de outrem, do
que somos ou do que gostaríamos de ser. Para compreenderdes a vós
mesmos, assim como sois, precisais estar voluntariamente abertos,
espontaneamente acessíveis a todas as suas próprias solicitações, a
todos os impulsos do vosso ego. E começando a compreender o fluxo, o
movimento, a rapidez da vossa própria mente, vereis como dessa
compreensão nasce a confiança. Não é a confiança agressiva, brutal,
assertiva, mas a confiança do saber o que se passa em nós mesmos. Sem
essa confiança, por certo, não podemos dissipar a confusão; e sem
dissiparmos a confusão que existe em nós e ao redor de nós, como
poderemos achar a verdade concernente a qualquer relação?

Nessas condições, para descobrir o que é verdadeiro, ou qual é a
finalidade da vida, ou para achar a verdade relativa à reencarnação ou a
qualquer problema humano, aquele que investiga, que busca a verdade, que
deseja conhecer a verdade, precisa estar absolutamente certo de suas
intenções. Se estas consistem em procurar a segurança, o conforto, então
e bem evidente que ele não deseja a verdade; porque a verdade pode ser
uma das coisas mais devastadoras e desconfortáveis. O homem que busca o
conforto, não deseja a verdade: deseja apenas segurança, protecção, um
refúgio onde não seja perturbado. Já o homem que busca a verdade, tem
de, abrir a porta às perturbações, às tribulações; porque só nos
momentos de crise há o estado de alerta, há vigilância, acção. Só então
aquilo que /é/ pode ser descoberto e compreendido."

*Krishnamurti* - Bangalore - Índia - 18 de julho de 1948.

Do livro: Novo Acesso à Vida