2 de outubro de 2006

CRIATIVIDADE











"CRIATIVIDADE o caminho da felicidade

.... Seja feliz, respeite a felicidade, e ajude as pessoas a entenderem que a felicidade é a meta da vida Satchitanand: os místicos orientais dizem que Deus tem estas três qualidades: Ele é sat: Ele é verdadeiro, existencial. Ele é chit: consciência, percepção. E, finalmente, o pico mais alto, é anand: felicidade. Onde há felicidade, há Deus. Sempre que você vir uma pessoa plena de felicidade, respeite-a, ela é sagrada. E sempre que encontrar um grupo que se sente feliz e festivo, veja esse lugar como sagrado.Temos que aprender uma linguagem totalmente nova, só assim esta velha e pobre humanidade pode ser mudada.

Temos que aprender a linguagem da saúde, da totalidade, da felicidade. Vai ser difícil porque são grandes os nossos investimentos. Por isso é tão difícil ser feliz e tão fácil ser miserável. ... A felicidade precisa de talento, gênio e criatividade. Só as pessoas criativas podem ser felizes. Que isto penetre fundo em seu coração: só as pessoas criativas são felizes.

A felicidade é um subproduto da criatividade. Crie alguma coisa e você será feliz. Crie um jardim, faça-o florir, e alguma coisa florescerá em você. Crie uma pintura, e conforme ela for se desenvolvendo, algo começará a se desenvolver em você. Quando a pintura acabar, quando você der os últimos retoques, verá que não é mais a mesma pessoa. Está dando os últimos retoques em alguma coisa que é muito nova em você mesmo. Escreva um poema, cante uma canção, dance uma música e veja: você começa a se sentir feliz... Deus só lhe deu esta oportunidade para ser criativo: a vida é a oportunidade para ser criativo. Se você for criativo será feliz. ...

É preciso inteligência para ser feliz, e as pessoas são ensinadas a não serem inteligentes. A sociedade não quer que a inteligência floresça. A sociedade não precisa de inteligência; na verdade, sente medo dela. A sociedade precisa de pessoas estúpidas. Por que? Porque os estúpidos são Sannyas manipuláveis. As pessoas inteligentes não são necessariamente obedientes – podem obedecer, podem não obedecer. Mas a pessoa estúpida não desobedece; está sempre pronta a ser comandada. A pessoa estúpida precisa de alguém para comandá-la, porque não tem inteligência para viver por si mesma. Quer alguém para dirigi-la; busca os seus próprios tiranos. ...

A pessoa inteligente é rebelde: inteligência é rebeldia. A pessoa inteligente decide por si mesma se diz sim ou não. A pessoa inteligente não pode ser tradicional; não fica adorando o passado, não há no passado nada para venerar. A pessoa inteligente quer criar um futuro, e quer viver no presente. Viver no presente é sua maneira de criar o futuro. A pessoa inteligente não se prende ao passado morto, não carrega cadáveres. Por mais belos que possam ser, por mais preciosos, ela não carrega cadáveres. Põe um fim no passado; ele se foi para sempre. ...

O homem só pode ser feliz se for inteligente, totalmente inteligente. A meditação é um truque para liberar a inteligência. Quanto mais meditativo você se tornar, mais inteligente será. Mas lembre-se, por inteligência não quero dizer intelectualidade. A intelectualidade faz parte da estupidez. A inteligência é um fenômeno totalmente diferente, não tem nada a ver com a cabeça.

A inteligência é algo que vem de seu próprio centro. Ela cresce em você e, com ela, muitas outras coisas começam a crescer. Você se torna feliz, torna-se criativo, torna-se rebelde, torna-se aventureiro, começa a gostar da insegurança, começa a mover-se para o desconhecido. Começa a viver perigosamente, porque essa é a única maneira de viver. ...

Só andando no desconhecido, você cria o caminho. O caminho já está aí; caminhando você o cria. Para as pessoas estúpidas existem grandes rodovias onde se move a massa: Há séculos e séculos essas pessoas têm se movido e não vão a lugar nenhum, andam em círculos. Mas têm o conforto de estarem com muita gente, de não estarem sós. A inteligência lhe dá coragem para estar só, e inteligência lhe dá a visão para ser criativo. Uma grande urgência, um grande apetite pela criatividade surge em você. E só então, como conseqüência, você pode ser feliz, pode estar pleno de graça". OSHO, da série "O livro da sabedoria II"

24 de agosto de 2006

CONFIA


Independentemente de tudo quanto possas pensar ou sentir a teu respeito e acerca do Mundo nunca duvides de ti. Nunca duvides de ti.

18 de agosto de 2006

Recomeço

BALANÇO



Recém chegada de férias é tempo de manifestar o balanço partilhado do curso Viver o Agora, Amar e ser Amado, menos do que isso é muito pouco. Desenhado mesmo antes da partida, cabe-me agora reunir as peças. Então cá vai.

Num amanhecer do pretérito mês de Abril o desafio despontou em mim. Acordei então com a ressonância de várias pequenas frases: " Viver O Agora ." Amar e ser amado."Menos do que isso é muito pouco”. Era o nome a dar ao meu primeiro curso.

Confesso que uma parte de mim, o meu lado egóico, ainda reagiu com a alusão de parecer impróprio e até loucura usar tal denominação. Porém todo o meu ser pugnava para que criasse o curso a partir da inspiração naquelas palavras.

Além do mais essa designação transpirava as tonalidades do melhor investimento que podemos oferecer a nós mesmos que é O conhecimento de todos os aspectos do nosso Ser e o relembrar o autovalor, sendo que e isso só se revela :

- No Agora;
- No Amar e sentir-se Amado;
- Na consciência de que menos do que isso é mera sobrevivência.

E Sobreviver é de facto muito pouco para a expressão da totalidade do nosso Ser. Estava decidido, não voltaria a ser repetidora . Era chegada a hora de escancarar as portas do meu Ser , de inovar para manifestar e co-criar.

Avancei com toda a força da minha alma e o curso foi-se desenhando e devolvendo-me sessão após sessão a formula do devir humano .

O BALANÇO ?!

As palavras positivo e revelador são insuficientes para descrever o acréscimo das vivências e sabedoria com que fui premiada. Além de ter aprendido com aquilo que “ensinava“ foi-me permitido ensinar com o que aprendia. Daí o não resistir em passar o registo de duas partilhas vivênciais de dois seres maravilhosos que ao diante denomino de "Metaforas". Importa ainda esclarecer que a escolha destes exemplos ocorre não porque os considere os melhores, antes por serem aqueles que foram registadas por escrito e por isso disponíveis enquanto exemplos de que a verdade não pode ser aprendida , só reconhecida.
Então, com a devida vénia e autorização para o efeito, cá vai a partilha de ambos:

A) “ Metáfora da poesia.” (Para quem pensava que não tinha questões existênciais)

B)” Metáfora do estado de graça” (para quem sempre acreditou que esta existência tal como a vida eram vazias de sentido e a alegria e o contentamento inexistentes)

A saber:

A) AUTOCONHECER-SE É CONHECER TODOS OS ASPECTOS DO NOSSO SER

“Eu podia pensar que não pensava nada .
Olhei para o lado e fiquei admirada.
Eu podia ouvir tocar a musica do coração.
E com um sorriso saber dizer não.
Eu podia saber ler a linguagem das minhas mãos.
Pô-las disponíveis para exercer a sua função.
Eu podia ouvir a mensagem no meio do ruído,
Perceber que tudo à minha volta faz sentido.
Eu podia escutar o Eu Superior,
Saber falar com ele ,
Põ-lo ao meu dispor.
Se eu realmente quisesse eu podia.
Porque não o fiz ainda?
Porque não quero!?
Porque tenho falta de conhecimento!?
Porque não me aceito como sou.!?
Mas eu estou aqui e quero saber o que posso fazer , como penso, para onde vou e quem é que eu sou.” TG.


B)O RECONHECIMENTO ESPIRITUAL DEVOLVE-NOS O AUTO-VALOR, O ESTADO DE GRAÇA.
Descrever o que senti!?!?!?
Como? Como poderei eu descrever o que senti???
Lamento, mas não é possível!!! Vou tentar contar como foi… mas por muito minuciosa que seja, não é possível descrever o que senti… apenas é possível sentir!!
Posso tentar qualificar como a experiência mais mágica que vivi até hoje… mas nem assim é bem qualificada.
Agradeceram-me pela viagem fabulosa!... será que foi isso!?!?!?!?!? Uma viagem!?!?!?
Ali estava eu e a outra pessoa, apenas tocávamos os dedos (desde a sua base até á ponta). Estava atenta a qualquer visualização que pudesse surgir, mas isso deixou de ser importante, porque a certa altura eu estava a sentir coisas no meu corpo que pensava impossíveis! Fiquei atenta e disponível ao que acontecia… e foi MÁGICO!
Numa 1ª fase eu senti um calor a entrar pelas mãos, subia-me pelos braços e alastrava ao corpo todo… o suor escorreu-me de tanto calor, literalmente escorreram-me pingas de suor no pescoço, no peito e atrás do joelhos!
Senti-me cheia de energia, senti-me capaz de segurar o mundo com um só dedo, o meu coração batia forte e o meu peito parecia que ia explodir.
De repente o que antes era calor, transformou-se em vento fresco, sim acreditem! Mas não era vento em toda a sala! Eu senti esse vento nas mãos e depois subia-me pelos braços e alastrava-se ao resto do meu corpo.
De um momento para o outro até me arrepiei de tão fresco que estava! O meu corpo ficou frio!
Nesta fase o meu coração recuperou um ritmo mais normal (ainda que não fosse o habitual) e o meu peito foi reencontrando o seu espaço, mas não estava igual.
Sentia uma Paz como eu nem sequer conseguia imaginar que pudesse existir. Eu diria que foi muito mais do que Paz, mas não sei como se chama.
Quando consegui abrir os olhos, estava deliciosamente tonta, se me levantasse naquele momento caía para o lado. Sentia como se estivesse estado numa daquelas câmaras sem gravidade! Estava tonta e o meu corpo parecia estranho!
Retomei a realidade com movimentos lentos, pois mais não me era permitido, só aos poucos fui recuperando a agilidade e os reflexos.
Sentia-me tão feliz, tão perfeita, tão completa.
Acima de tudo senti amor, por mim e por todos (conhecidos; desconhecidos) e liberdade. Nas horas seguintes, nem por 1 segundo me senti condicionada por nada nem por ninguém, nem pelo que está bem ou mal fazer/pensar, nem sequer pensei no politicamente correcto. Saí do local em que estava e dancei na rua. Dancei, sorri e agradeci aos céus e a mim por me ter permitido sentir tudo aquilo (sem me importar com os olhares e possíveis julgamentos, naquele momento nada disso era importante).
Ainda não percebo o que se passou! Só percebo que foi bom e que quero repetir!
Sinto-me diferente! Quase como se houvesse um antes e um depois. As pessoas repararam! Até o meu pai me chamou a atenção!
Só passaram 2 dias, talvez por isso ainda me sinta diferente. De qualquer forma, mesmo que me deixe de sentir assim, sei que é possível voltar a sentir e aumentar o tempo de permanência desse estado. Isto pode ser assim!”
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Como se pode intuir destes dois exemplos, o curso não conhece o seu final porque o curso do amor desenha-se a si próprio e estende-se a quem se abre. Não existe fim, não existe começo apenas CAMINHO.
Sublinhece-se a gratidão e o incomensurável contentamento que me habitam. Obrigada a todos por fazerem parte desta minha Feliz Existência. RM :~)

26 de julho de 2006

Inovação

“ Nós podemos mudar o mundo todo, mas não pela luta. Não desta vez. Chega! Nós temos que mudar este mundo pela celebração, pela dança, pelo canto, pela música, pela meditação, pelo amor não pela luta.

O velho tem que cessar, para que o novo surja (…)

Certamente o velho tem que cessar, mas o velho está dentro de você, não fora. Eu não estou a falar das velhas estruturas da sociedade, eu estou a falar da velha estrutura da sua mente, a qual tem que cessar para que o novo surja. E é incrível, inimaginável, inacreditável como um simples homem abandonando a velha estrutura da mente cria um espaço tão grande para muitos transformarem as suas vidas. Um simples homem transformando a si mesmo, torna-se um desencadeador. E então, muitos outros começam a mudar. A sua presença se torna um agente catalisador. Essa é a rebelião que eu ensino: você abandona a velha estrutura, você abandona a velha cobiça, você abandona o velho idealismo. Você se torna uma pessoa silenciosa, meditativa, amorosa. Você será mais uma dança e então verá o que acontece. Alguém, mais cedo ou mais tarde, irá juntar-se à dança com você, e depois, outras pessoas mais. ... A alegria é contagiosa! Ria e você verá outras pessoas começando a rir. Assim é com a tristeza; fique triste e alguém olhando para a sua face séria, de repente se tornará triste. Nós não somos separados, nós estamos juntos, ligados. Assim, quando o coração de alguém começa a rir, muitos outros corações começam a ser tocados, algumas vezes até corações distantes". OSHO - The Guest"